Antes tarde do que nunca! A hora e a vez das mulheres nos esportes da Globo.

A direção da Globo está fazendo um movimento importante de inclusão de profissionais femininas em ambientes que eram, basicamente, ocupados por homens. O foco maior da emissora está no departamento de esportes e mais especificamente no núcleo do futebol, esporte mais popular do Brasil.

O Grupo Globo vem, nos últimos anos, se esforçando para aumentar a visibilidade feminina no seu departamento de esportes. Eles estão especialmente focados no futebol, área que por décadas e décadas foi dominada exclusivamente por homens. Os canais Globo têm se movimentado para incluir cada vez mais profissionais mulheres nos programas relativos ao esporte mais popular do Brasil e apostado, também, em aumentar o leque de competições de futebol feminino para o público brasileiro.

O exemplo da narradora Renata Silveira é importante. Renata foi a primeira narradora mulher no quadro de narradores da emissora. Sua competência e talento fez com que muitas barreiras de resistência machista fossem derrubadas e a emissora avalia o trabalho de Renata e a sua representatividade como algo exitoso e que convém ser ampliado.

O jornalista Flávio Ricco, em sua coluna no R7, reportou que a direção da Globo planeja para breve aumentar em número e em alcance a figura feminina em posição importante no jornalismo esportivo e, como falamos, do jornalismo focado no futebol. Ricco acrescentou que esta pauta vem sendo colocada e discutida há algum tempo nas reuniões dos diretores da emissora e que a estratégia vai saindo do papel.

Formação de público

Finalmente a Globo compreendeu que representatividade conta muito e que a emissora, por ser a primeira em audiência e em importância no país, tem sim um papel social importante a cumprir, que é o de dar visibilidade feminina tanto à prática do futebol feminino quanto à formação de um público para apreciá-lo.

Portanto, a direção da Globo parece ter traçado uma estratégia para atrair e aproximar a audiência feminina para as transmissões dos jogos e para a própria “cultura” do futebol nesta modalidade, tentando quebrar antigos estereótipos e resistência ao esporte. Haver mais jogos ocupando a grade de programação dos canais Globo, haver mais jornalistas, comentaristas alimentando o futebol feminino de conteúdo e debate é algo importantíssimo para ajudar na formação de um público mais interessado no futebol de mulheres.

Cada vez mais

O público mais atento consegue perceber a ocupação destes espaços para profissionais femininas. A emissora tem apostado nesta nova e correta abordagem não apenas em jogos com menos audiência, mas sobretudo em jogos importantes do Campeonato Brasileiro e da Copa Libertadores. A ideia da emissora é que a representatividade feminina escale para, pelo menos, 50% do quadro do jornalismo esportivo com foco no futebol.

Acompanhe o Twitter do Globoesporte.com, portal que centraliza o núcleo de jornalismo esportivo da Globo:

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