A recente estreia da Seleção Brasileira na Copa América trouxe à tona uma discussão inesperada: a ausência de Galvão Bueno na narração das partidas parece ser mais sentida do que a de Neymar em campo com a Canarinho. A frustração com o empate sem gols contra a Costa Rica reacendeu o desejo dos torcedores de ver Galvão de volta ao microfone.
A estreia sem Galvão
A falta foi sentida por toda internet. Na noite da última segunda-feira, o Brasil empatou sem gols com a Costa Rica na Copa América. A atuação apática dos jogadores deixou a torcida descontente. Durante a transmissão, o narrador Luis Roberto foi alvo de críticas nas redes sociais. Muitos internautas reclamaram de sua abordagem, que consideraram repetitiva e excessivamente positiva.
“O que faz mais falta na Seleção não é Neymar, Coutinho, camisa 9. O que falta na seleção é o Galvão. Luis Roberto é intragável”
desabafou um torcedor no antigo Twitter.
Luis Roberto, que assumiu a posição de narrador principal da Globo depois da aposentadoria de Galvão Bueno em dezembro de 2022, é um profissional altamente respeitado e querido pelo público. Sua simpatia e bordões conquistaram muitos fãs, mas segundo alguns, ele ainda não conseguiu preencher o vazio deixado por Galvão.

Emoção genuína
Para Chico Barney, em sua coluna para UOL, Galvão Bueno sempre foi mais do que um narrador. Ele é uma figura emblemática no futebol brasileiro, conhecido por suas opiniões contundentes e sua habilidade de transmitir a emoção do jogo como poucos. Recentemente, Galvão participou do programa Roda Viva, onde se emocionou ao falar sobre sua amizade com Ayrton Senna e criticou Neymar.
Ao lembrar de Senna, Galvão destacou a profunda amizade que tinham. “Ele era mais que um amigo, era um irmão”, disse com lágrimas nos olhos. Já sobre Neymar, o narrador foi mais crítico: “Ele decepcionou a torcida em momentos importantes”. Apesar disso, Galvão preferiu não comentar sobre a vida pessoal do jogador, que tem sido foco de controvérsias nos últimos meses.
Torcida engajada
A reação dos torcedores à transmissão do jogo contra a Costa Rica foi um claro sinal de que para muitos, Galvão faz falta. A ausência do veterano narrador foi sentida especialmente no momento de frustração com o desempenho da Seleção.
“Num jogo desse do Brasil, só sinto falta do Galvão. Luis Roberto não tem condições”
escreveu um usuário nas redes sociais.
Galvão Bueno tem uma maneira única de criticar e ao mesmo tempo estimular o time. Seu estilo direto e emotivo criou uma conexão sincera com os fãs, algo que segundo os torcedores, falta nas narrações de Luis Roberto. A nostalgia pela maneira como Galvão narrava os jogos, especialmente nos momentos difíceis, é aceitável.
Galvão na era digital
Mesmo afastado das narrações, Galvão continua ativo em suas redes sociais. Após a estreia da seleção, ele compartilhou suas impressões sobre a partida em um vídeo, onde questionou o resultado do jogo.
“Zero a zero Brasil e Costa Rica. Isso é normal? Não é”
disse, com seu estilo inconfundível.
Enquanto Luis Roberto continua sendo um grande narrador com seu estilo pessoal. Chico afirma que a falta de Galvão Bueno é a lembrança de uma era de narração, marcada pela paixão e pela crítica construtiva. Assim como a Seleção Brasileira pode sentir falta de Neymar em campo, para muitos torcedores é a voz de Galvão que realmente faz falta nos momentos decisivos, simbolizando não apenas a ausência de um grande narrador, mas também o anseio por uma seleção que emocione.
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Márcia Pereira é jornalista, mãe e amante de esportes. Possui formação acadêmica pela Universidade Federal do Paraná. Tendo sido atleta por muitos anos, sua área de atuação hoje é o jornalismo esportivo, como forma de estar próxima do que sempre amou e acredita. É Flamenguista roxa e tem Zico como seu grande ídolo do esporte. É fã de Gabigol.
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