Cassinos no Brasil: Governador do Mato Grosso critica a hipocrisia “acontece há décadas”

Mauro Mendes critica hipocrisia e diz que avanço na regulamentação pode alinhar Brasil com principais economias mundiais 

O debate sobre a legalização dos jogos de sorte no Brasil ganhou um novo capítulo com a declaração do governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (União). Em uma coletiva de imprensa, Mendes defendeu a legalização dos cassinos e bingos no país, argumentando que é hora de abandonar a hipocrisia em relação ao tema

A realidade dos jogos no Brasil 

Para o governador, os jogos de sorte já são uma realidade no país. Ele acredita que a regulamentação pode trazer grandes benefícios econômicos, assim como acontece em países vizinhos como Uruguai e Argentina. Mendes destacou que muitos brasileiros já viajam para jogar em cassinos estrangeiros, evidenciando o interesse da população nesse tipo de entretenimento

“O jogo do bicho acontece de norte a sul, de leste a oeste há décadas. Já que acontece na cara e barba de todos os governos, é melhor legalizar esse negócio”

disse Mendes.  
Mauro Mendes defende a legalização dos cassinos no Brasil

Especialistas avaliam impacto  

Fabiano Jantalia, advogado especialista em jogos, vê a aprovação do Projeto de Lei 2.234/2022 como um avanço natural após a regulamentação das apostas esportivas no final de 2023. Segundo ele, o projeto em tramitação aperfeiçoa a legislação para os jogos, corrigindo um atraso de sete décadas. 

“Isso já não será quebra de tabu, porque no fim do ano passado a Lei 14.790 já permitiu a exploração desses jogos. Eu vejo como um amadurecimento, mostra que o Brasil caminha para um alinhamento com as principais economias mundiais”

afirma Jantalia.  

O advogado ressalta que, embora o projeto legalize cassinos e revogue contravenções penais ao jogo do bicho e outros, ele também endurece as punições para aqueles que não se regularizarem. Para ele, a criação de mecanismos de segurança para jogadores e estabelece regras claras para a atuação do setor.  

“Ao contrário da bebida, do fumo e outros produtos que causam dependência, com jogos, há a política do jogo responsável. São mecanismos de proteção para que o jogador não corra risco. Mundialmente, existem limitações de volume de gastos e até limitações de autoproteção para os jogadores. Mesmo na Lei 14.790 e nesse projeto de agora, há um dever das casas de apostas para que haja uma política de jogo responsável. Tudo isso coloca a indústria de jogos em outro patamar” 

pontua Jantalia.

Expectativa e realidade

O Projeto de Lei que já foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), agora segue para o plenário do Senado, onde será votado após o recesso parlamentar, a partir de agosto. Diversos setores da sociedade aguardam com grande expectativa a decisão. A legalização dos jogos de sorte promete ser um dos assuntos mais debatidos no segundo semestre. 

Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, afirmou que o tema já foi bastante discutido nas comissões e que é hora de submetê-lo ao voto dos senadores. Ele também mencionou a possibilidade de sessões de debate temáticos no plenário, com a participação de especialistas a favor e contra a normatização. 

Com a declaração de Mauro Mendes e o apoio de especialistas como Fabiano Jantalia, o debate ganha ainda mais força. A discussão é complexa, mas aponta para uma possível nova era para a indústria de jogos no país, com benefícios econômicos e mecanismos de segurança para os usuários. 

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*As odds estão sujeitas a mudança pelas casas de aposta.

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