A decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro da última quinta-feira (07/11) que destituiu o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues, não surpreendeu ninguém que acompanha o futebol brasileiro mais de perto. No entanto, o caso parece ter assustado Carlo Ancelotti, treinador do Real Madrid, inicialmente cotado para assumir o comando da Seleção.
Segundo informações amplamente divulgadas na mídia, existia um acordo verbal entre Ancelotti e Ednaldo. O treinador italiano e seu staff mantiveram diálogos com o agora afastado presidente, acertando a oficialização da contratação em janeiro de 2024, com início do trabalho em junho do mesmo ano. No entanto, Ancelotti demonstrou preocupação após o afastamento repentino do dirigente e cogita não treinar mais a Seleção.
Destituição de Ednaldo coloca em xeque acordo verbal com Ancelotti
Ancelotti via na Seleção Brasileira uma opção viável, porém, agora cogita renovar com o Real Madrid devido à incerteza jurídica na entidade. Vale lembrar que não havia nenhum documento assinado entre o treinador e a entidade. Toda a negociação foi baseada em um acordo verbal entre o staff de Ancelotti e Ednaldo. A falta de documentação formalizada torna o acordo vulnerável diante das mudanças na direção da CBF.
Sem a garantia de Ednaldo à frente da entidade, surge a dúvida se Ancelotti manterá o compromisso de assumir a Seleção Brasileira. Em meio a esse caos na CBF, o Real Madrid está esperando apenas o fim da fase inicial da Champions League para oficializar uma proposta de renovação de contrato. Então, Ancelotti terá que decidir se prefere se manter à frente do time mais poderoso da Europa ou se vai se meter nesse vespeiro, que é a CBF.

Entenda a crise na CBF que levou à demissão de Ednaldo
A destituição de Ednaldo tem origem em um processo iniciado em 2018, quando o Ministério Público do Rio de Janeiro questionou o estatuto da CBF, alegando descumprimento da Lei Pelé. O cerne da disputa residia no peso atribuído a clubes e federações nas votações para escolha dos presidentes. Em março de 2022, a CBF e o Ministério Público do Rio firmaram um acordo que suspendia uma ação judicial e possibilitava um novo pleito, resultando na eleição de Ednaldo com mandato até 2026.
Esse acordo, por sua vez, modificou regras eleitorais estabelecidas em uma Assembleia-Geral da CBF em 2017, que, segundo o MP, alterou o peso dos votos de times e federações sem a convocação dos representantes da primeira divisão. Com a saída de Ednaldo, a CBF passa a ter um presidente interino, José Perdiz, presidente do STJD, pelos próximos 30 dias. O desfecho recente representa mais um capítulo complexo na turbulenta trajetória administrativa da CBF.
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Mateus Taz sempre sonhou em ser jogador, mas descobriu no Jornalismo Desportivo seu grande dom. Tem 40 anos, pai de família e já correu na Maratona São Silvestre. Estudou produção cultural na Universidade Federal da Bahia e colabora em um projeto de Letramento para crianças carentes da periferia de Salvador. É fã do Bahia, mas gosta mesmo é de acompanhar os jogos das Ligas Internacionais. Erling Haaland, o Terminator, é seu ídolo.
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Essa de Ancelotti assumir a seleção brasileira sempre foi mentira, nenhum estrangeiro quer assumir esse futebol decadente, lixão.