Google homenageia Arthur Friedenreich, primeiro ídolo negro do futebol brasileiro

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O Google fez uma homenagem a Arthur Friedenreich, primeiro jogador de futebol profissional negro no Brasil. Ele estaria completando 131 anos se estivesse vivo. Friedenreich, que era filho de alemão com brasileira, marcou a história do esporte no nosso país, tendo sido um dos maiores artilheiros de todos os tempos.

Se você pensa que o Rei Pelé foi o primeiro ídolo do futebol, está um pouco enganado. Antes dele existiu Arthur Friedenreich, o primeiro homem negro a jogar futebol profissionalmente no Brasil. Nascido em 18 de julho de 1892, é a personalidade escolhida pelo Google, para ilustrar a logo do maior site de buscas do mundo no dia de hoje. Data de seu aniversário, o primeiro Craque brasileiro estaria completando 131 anos.

Um Doodle

Um ‘doodle’ é uma versão divertida e ilustrada da logo do Google. Estratégia traçada há alguns anos, é uma forma interessante de homenagear figuras históricas, aguçando a curiosidade dos usuários do site. E Friedenreich merece essa lembrança: o atleta paulista era filho de pai alemão e mãe afro-brasileira, tendo nascido apenas quatro anos após a abolição da escravidão, num momento em que o futebol ainda era jogado por brancos, em sua maioria.

Por conta de seu pai branco, Arthur conseguiu uma vaga num clube de futebol para imigrantes alemães. Assim, estreou aos 17 anos pelo SC Germânia, e rapidamente conquistou o público com seu talento para driblar. 

Seleção Canarinho

Foi em 1914 quando Friedenreich começou a jogar na Seleção Brasileira. O apelido “El Tigre” surgiu logo na estreia: o atleta levou uma queda, perdendo dois dentes. Ao insistir que jogaria mesmo assim, imediatamente foi apelidado de ‘Tigre’, em referência às garras do animal.

Estima-se que Arthur tenha marcado 1.329 gols durante toda a sua vida: isso lhe colocaria como o maior artilheiro de todos os tempos do esporte, mas as pontuações não eram rigorosamente calculadas naquela época.

Preconceito Racial

Se ainda hoje o Brasil ainda enfrenta sérios problemas relacionados à equidade de raça, imagina naquela época! O fato de ser um excelente jogador não lhe poupou de sofrer preconceito: Friedenreich alisava o cabelo e chegou a passar pó na própria pele antes dos jogos, como forma de parecer mais europeu.

Ele chegou a ser barrado de uma partida na Copa América na Argentina, no qual as autoridades de lá alegaram que apenas jogadores brancos poderiam jogar futebol. Esse episódio ficou marcado como um divisor de águas, o qual fez muitas pessoas refletirem sobre discriminação racial no esporte.

Em 2013 foi descoberta uma autobiografia do Craque, mas que até hoje não foi lançada por falta de interesse de possíveis patrocinadores.

Veja alguns tweets destacados que reverenciam a iniciativa do Google em honrar a memória do primeiro Craque de Futebol do Brasil:

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