Ministra gonga Nerds e dispara: E-sports não são Esportes

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Ana Moser, ministra dos esportes, usou sua voz para atacar os e-sports. Para ela, essa modalidade é pertencente à indústria do entretenimento e não dos esportes.Sendo assim, o Ministério não pretende destinar recursos públicos para tal modalidade. A afirmação gerou polêmica e opiniões divididas. Veja aqui.

Num mundo no qual a autodeclaração basta pro sujeito se sentir pertencente à categoria com a qual ele deseja pertencer, uma modalidade competitiva ascendeu, gerando controvérsias e discussões. A polêmica voltou a gerar debate, apesar do anúncio ter ocorrido em março, quando a Ministra dos Esportes, Ana Moser, abriu jogo. Para ela, os E-sports não são Esportes, não devendo ganhar atenção nenhuma durante seu mandato no ministério.

Comparação com Ivete Sangalo

Em sua declaração, feita no mês de março, Moser foi enfática:

 “A meu ver, o esporte eletrônico é uma indústria de entretenimento, não é esporte. Então, você se diverte jogando videogame, você se divertiu. “Ah, mas o pessoal treina para fazer”. Treina, assim como o artista. Eu falei esses dias, assim como a Ivete Sangalo também treina para dar show e ela não é atleta da música. Ela é simplesmente uma artista que trabalha com entretenimento. O jogo eletrônico não é imprevisível. Ele é desenhado por uma programação digital, cibernética. É uma programação, ela é fechada, ela não é aberta, como o esporte.”

Sobre o reconhecimento da categoria, e possibilidade de receber investimentos, a ministra seguiu sua linha de pensamento:

“A questão do esporte eletrônico a nível federal ainda não é uma realidade. Não tenho essa intenção [de investir]. No meu entendimento, não é esporte. A gente lutou, no ano passado, eu na minha vida pregressa, a frente da Atletas pelo Brasil, a gente fez uma ação muito forte junto ao Legislativo para o texto da Lei Geral não ser aberto o suficiente para poder ter o encaixe dos esportes eletrônicos. O texto está lá protegendo o esporte raiz. Na definição de esporte, tinha sido dado uma abertura que poderia incluir esporte eletrônico, e a gente fechou essa definição para não correr esse risco. Lógico, risco sempre acontece, e é um trabalho constante.”

E-sports no contexto

Para os desavisados, E-sports é uma categoria bastante nova, tendo alcançado seu ápice na pandemia. Notando a popularidade de jogos virtuais em sua modalidade online, as pessoas passaram a se reunir, formando Grupos e Ligas competitivas. Rapidamente a coisa se tornou popular, com prêmios valiosos e jogadores alçados à condição de estrelas. As ‘orgs’, como são chamados os grupos de jogadores, passaram a abrir capital, tendo suas ações valendo bastante dinheiro nas bolsas de valores pelo mundo. Como toda moda, com a velocidade que veio, a coisa foi embora. As ações despencaram rápido, e muitos grupos precisaram declarar falência. 

Apesar disso, ainda se vê nas redes sociais (sobretudo brasileiras) um interesse muito grande em manter as ligas de e-sports ativas, uma vez que costumam cooptar jovens talentos dos videogames, fascinados com a promessa de ganhar a vida jogando.

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