No Clássico dos Clássicos entre Sport e Náutico, uma cena incomum marcou o jogo: os jogadores do Sport entraram em campo vestindo a camisa do Fortaleza. O gesto foi uma forma de solidariedade ao time cearense, que teve seu ônibus atacado por torcedores do Sport após uma partida na Arena de Pernambuco.
O ataque aconteceu na última quarta-feira (21) e deixou seis atletas do Fortaleza feridos. Em repúdio à violência no futebol, os jogadores do Sport decidiram demonstrar apoio ao Fortaleza entrando em campo com sua camisa.
Um inimigo em comum: a violência no futebol
Além da camisa, os jogadores seguravam uma faixa com a mensagem: “Nosso maior rival é o crime. Quem ataca o futebol, ataca todos nós”. O técnico do Sport, Mariano Soso, também se pronunciou sobre o ocorrido, repudiando energicamente a violência e reiterando os valores que o clube busca construir dentro e fora de campo.
“Com o pensamento crítico, nós repudiamos energicamente todo ato de violência. Não são os valores que nos representam, nem que tentamos construir dentro e fora de campo”, declarou o técnico argentino Mariano Soso.

Sport recebeu punição antes do ato
Em consequência do ataque, o Sport foi punido e jogará de portões fechados e sem sua torcida como visitante em competições organizadas pela CBF. Além disso, os presidentes do Sport e do Náutico trocaram camisas com a mesma mensagem antes da partida, reforçando o pedido de paz no futebol.
A diretoria do Fortaleza afirmou estar ciente do gesto do Sport e não se opôs à iniciativa, embora tenha negado ter enviado camisas ao clube pernambucano. O gesto de solidariedade no futebol mostra a importância de valores como respeito e fair play no esporte. Apesar da rivalidade em campo, o futebol deve ser sempre um espaço de união e respeito entre os times e suas torcidas.
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Mateus Taz sempre sonhou em ser jogador, mas descobriu no Jornalismo Desportivo seu grande dom. Tem 40 anos, pai de família e já correu na Maratona São Silvestre. Estudou produção cultural na Universidade Federal da Bahia e colabora em um projeto de Letramento para crianças carentes da periferia de Salvador. É fã do Bahia, mas gosta mesmo é de acompanhar os jogos das Ligas Internacionais. Erling Haaland, o Terminator, é seu ídolo.
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