Sente a maresia: nova política antidoping do UFC retira a maconha da lista de substâncias proibidas

A partir de 31 de dezembro de 2023, a nova Política Antidoping do UFC excluiu a maconha da lista de substâncias proibidas, alinhando-se a uma tendência global. Com isso, o UFC adota uma postura progressista, destacando a falta de comprovação científica para punir atletas por uso de maconha.

Desde 31 de dezembro de 2023, entrou em vigor a nova Política Antidoping do UFC, marcando uma série de alterações em relação ao modelo anterior estabelecido em parceria com a USADA (agência antidoping dos EUA).

Um dos pontos que mais tem chamado atenção no comunicado oficial divulgado pela organização é a exclusão da maconha (Cannabis sativa) da lista de substâncias proibidas, refletindo uma tendência observada recentemente no mundo dos esportes.

Para a felicidade dos “Maconha Guys”

A mudança na abordagem antidoping do UFC segue uma tendência observada nos últimos tempos, onde diversas modalidades esportivas e órgãos reguladores têm revisado suas políticas para eliminar punições a atletas flagrados com maconha em testes antidoping.

Essa decisão é respaldada pela ausência de comprovação científica que vincule o uso da maconha ao aprimoramento do desempenho atlético ou à dissimulação do uso de drogas de aumento de performance, os chamados PED’s.

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O que mais muda no novo programa antidoping do UFC?

Com o término da parceria entre a USADA e o UFC, a gestão do programa antidoping da companhia assumiu uma nova configuração. Agora, as coletas de exames são realizadas pela Drug Free Sport International (DFSI) ou por suas afiliadas contratadas.

A análise dos testes, por sua vez, ficará a cargo do Laboratório de Testes de Medicina Esportiva e Pesquisa (SMRTL), credenciado pela Agência Mundial Antidoping (WADA). Essa é uma mudança significativa, pois, antes, a USADA acumulava a função de recolhimento e análise, além de juíza.

A administração do novo programa antidoping do Ultimate está sob a responsabilidade da Combat Sports Anti-Doping (CSAD), incluindo decisões sobre sanções. Todos os detalhes sobre o tema podem ser encontrados no novo site do Programa Antidoping do UFC.

Vida que segue pós-USADA

Hunter Campbell, diretor de negócios do UFC, reforça o compromisso do UFC em ser líder nesse aspecto, destacando a falta de comprovação científica para incluir a maconha na lista de substâncias proibidas.

“O objetivo do UFC para a Política Antidoping é ser o melhor, mais eficaz e mais progressivo programa antidoping em todos os esportes profissionais. O UFC está orgulhoso dos avanços que fizemos com nosso programa antidoping nos últimos oito anos e continuaremos a manter um programa de testes de drogas administrado de forma independente, que garante que todos os atletas do UFC estejam competindo em circunstâncias justas e iguais.”

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