O UFC Fight Night Allen x Craig, que vai ocorrer neste sábado (18/11), vai trazer um duelo entre duas brasileiras. Amanda Ribas e Luana Pinheiro vão se enfrentar no card principal do evento numa luta válida pela categoria peso-palha feminino. Respectivamente a 10ª e a 9ª no ranking das peso-palhas, Ribas e Luana prometem uma luta intensa e disputada.
Contudo, foi revelado um detalhe curioso recentemente, que adiciona um ingrediente especial a essa luta. Na coletiva de imprensa, as lutadoras, que chamam atenção não apenas pelas ótimas performances dentro do octógono, mas também pelo carisma fora dele, revelaram que já moraram juntas quando eram adolescentes. Confiram as declarações de ambas nesse duelo de simpatia.
Sob o mesmo teto
Quando perguntada sobre sua oponente, uma sorridente Amanda Ribas revelou o segredo que poucos sabiam.
“É engraçado, porque vivi com ela quando éramos jovens na República do Judô. Morávamos juntas em Belo Horizonte na mesma casa, éramos seis garotas, não apenas lutadoras, mas também jogadoras de vôlei e natação. Agora nos encontramos aqui e lutamos uma contra a outra. É louco, mas um tipo de loucura boa, sabe? Porque desde que eu era criança, meu pai dizia para mim, pra minha mãe e pra todo mundo que eu seria uma lutadora do UFC, e agora estou aqui, e ela também. E isso é bom”, falou Amanda
Logo em seguida, na vez de Luana Pinheiro, ela confirmou a informação:
“Com certeza! A gente morou junta em 2012, 2013 e, eu acho, em 2014. A gente morava na mesma casa. A gente saía junta no final de semana, vivia sempre junta”, declarou entre risos.

Amigas, amigas, negócios à parte
Ambas foram perguntadas como era, para elas, lutar com uma amiga. Luana destacou que, se pudesse escolher, enfrentaria a ex-colega de casa e treinos apenas numa luta pelo cinturão, mas destacou que não tem nada pessoal no combate
“Não é uma luta que eu escolheria, a não ser se fosse por um cinturão. Eu gostaria que essa luta fosse pelo cinturão, pelo fato de a gente ter convivido junta, ter sido amiga, compartilhado dos mesmos sonhos. Mas quando a gente morava lá em Belo Horizonte, lá no clube, a gente nunca imaginava que um dia isso ia chegar. O mundo é uma loucura. A gente treinava junto, morava junto no judô, e hoje a gente está lutando MMA, outro mundo. Então, o mundo tem dessas, e isso é muito legal porque as artes marciais te proporcionam isso”, disse Luana
A lutadora ainda destacou que, no judô, é muito comum enfrentar amigas e até companheiras de treino. Tudo é levado no estrito profissionalismo.
“Eu não vou lutar com Amanda pessoalmente. Eu vou lutar com a Amanda Ribas, a lutadora. Então, totalmente profissionalismo. Depois da luta, a gente continua. Vamos nos abraçar, e é isso”, completou Luana.
Antes de Luana falar, Amanda já tinha dito a mesma coisa, mostrando que ambas têm a mesma mentalidade e que irão continuar a amizade após a luta.
“Sou extremamente profissional. Agora a vejo como minha oponente que quer tirar meu prêmio, e não quero deixá-la fazer isso. Então a vejo assim. Depois da luta, ok, nós vamos curtir Vegas e fazer muitas coisas, mas agora a vejo assim”, falou Amanda.
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Mateus Taz sempre sonhou em ser jogador, mas descobriu no Jornalismo Desportivo seu grande dom. Tem 40 anos, pai de família e já correu na Maratona São Silvestre. Estudou produção cultural na Universidade Federal da Bahia e colabora em um projeto de Letramento para crianças carentes da periferia de Salvador. É fã do Bahia, mas gosta mesmo é de acompanhar os jogos das Ligas Internacionais. Erling Haaland, o Terminator, é seu ídolo.
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