Pagando merreca! Lutadores processam UFC por monopólio

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O UFC, maior organização de MMA do mundo, está sendo processado por 1.200 lutadores, atuais e antigos. Eles alegam que a Liga violou uma lei antitruste, a qual proíbe empresas de dominar um mercado e abusar de sua posição de liderança. De acordo com os lutadores, o UFC usa sua posição de monopólio para pagar salários mais baixos O valor calculado chega a US$ 1,6 bilhão.

Já pensou em dar, literalmente, a cara a tapa, e ganhar uma merreca por conta disso? É basicamente essa a denúncia que paira sobre Dana White e o seu UFC, marca que ostenta o título de Maior Liga de MMA do mundo. 1,2 mil lutadores que passaram pela companhia estão enfrentando uma batalha judicial contra a grandona, apontando que foi a lei do antitruste foi violada.

Lei Antitruste

De acordo com o código judicial, Lei antitruste é um conjunto de normas jurídicas estabelecidas para tentar prever ou repreender infrações relacionadas a questões econômicas.

No caso do processo contra o UFC, realizado na Justiça dos Estados Unidos, os lutadores alegam que a Liga se utiliza da posição de líder do mercado para pagar valores menores aos seus atletas. Ou seja, à medida que a fama e reconhecimento do segmento só aumenta, os repasses não são feitos aos seus funcionários.

Vale quanto pesa?

O processo movido contra a Liga ainda denuncia o enorme controle do segmento por parte de Dana White, o seu midiático presidente.

Em contra argumento, o Ultimate alega que as demandas do processo não fazem sentido, sendo esta uma ação a qual poderia trazer consequências sem precedentes não somente para o esporte, mas também para as empresas. De acordo com os advogados de defesa, a ação coletiva seria um equívoco, já que cada atleta teria um tipo específico de contrato, considerando-se diferentes fatores.

UFC no banco dos réus

Prejuízo de US$1,6 bilhão. É esse o valor estimado que a ação coletiva estima haver sido perdido pelos lutadores, reais estrelas da Liga, entre os anos de 2010 e 2017. Esse valor pode ser triplicado, caso a Lei Antitruste do código americano seja aplicada. Em contrapartida, o UFC alega ter tido lucro de apenas US$235 milhões durante o período no qual o processo se debruça.

Pura aparência?

Vale lembrar que, nos últimos anos, alguns lutadores chegaram a fazer reclamações públicas, relacionadas aos valores recebidos pela companhia. Jon Jones e Paulo Borrachinha são exemplos famosos. O lutador camaronês Francis Ngannou, campeão dos pesos pesados, abandonou a organização após longo processo que também passou pela justiça. 

Além disso, cada vez mais atletas da Liga tem se bandeado para o setor da produção de conteúdo erótico nas redes, tornando-se comuns alegações de que recebem mais tirando a roupa, do que lutando dentro do octógono.

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