Embora Tiago Leifert tenha corrido para fazer o seu pedido de retratação pública, já era tarde demais. O seu pitaco, inferindo que a morte da torcedora do Palmeiras havia sido por única e exclusiva culpa da mesma pertencer a uma torcida organizada, pegou muito mal. Revoltado com a postura do comunicador, Neto desabafou sobre o caso durante um programa na Rádio Bandeirantes. Veja aqui.
Neto solta o verbo
Para Neto, o pior da fala de Tiago é o fato dele ser protegido o suficiente para falar o que quiser, e não lidar com a responsabilidade. O fato do apresentador global atribuir a culpa à vítima, por uma suposta participação no conflito, é imperdoável.
Afirmou que, se fosse ele, certamente seria mandado embora do emprego:
“Se fosse eu que tivesse falado o que ele falou, os lacradores estariam me matando. Talvez a Band me mandasse embora da rádio e televisão (…) Se ela estivesse na Mancha, Gaviões, Independente, Torcida Jovem, em qualquer torcida organizada do mundo, ninguém tem o direito de tirar a vida dela. Quando você banaliza a morte de uma menina que tinha um amor incrível pelo Palmeiras, como foi banalizado pelo Tiago Leifert… a hipocrisia está toda junta […] O Tiago Leifert ou quem quer seja que estava com ele e banaliza a morte de uma menina, que teve duas paradas cardíacas e só tinha 23 anos… tiraram a vida dela da maneira mais cruel do ser humano.“, completou.

Mais respeito com as torcidas
O cerne da questão, para Neto, é o respeito com as Torcidas Organizadas. Para ele, os membros dessas instituições precisam ser tratados como seres humanos: ainda que Tiago tenha pedido desculpas, ele segue assumindo uma postura de ataque às entidades.
Neto não só pede respeito, como defende a existência das Torcidas. O que precisa ser feito é o estabelecimento de regras mais rígidas, e um controle maior da segurança entre os seus componentes. De acordo com Neto, a visão de Leifert reflete o preconceito em relação aos torcedores que compõem esses grupos:
“Qual o problema dela ser da Mancha? Quando morre alguém de torcida organizada, nós vamos aplaudir. A gente quer a morte de uma menina que tinha uma vida inteira pela frente. Temos que repensar quem a gente escuta, quem fala a verdade, dá opinião e demonstra amor. Eu sempre fui favorável às torcidas organizadas, mas tem que ter uma força-tarefa para saber quem é bom. Agora, vincular uma morte por ela estar com o pessoal da Mancha Verde… vincular que ela estava procurando a morte. Não adianta pedir desculpas depois, eu não aceito. O que ele falou é o pensamento. A desculpa vem depois das críticas.”, completou.
Reveja a fala errada de Tiago Leifert:
Pra você as Torcidas Organizadas
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Márcia Pereira é jornalista, mãe e amante de esportes. Possui formação acadêmica pela Universidade Federal do Paraná. Tendo sido atleta por muitos anos, sua área de atuação hoje é o jornalismo esportivo, como forma de estar próxima do que sempre amou e acredita. É Flamenguista roxa e tem Zico como seu grande ídolo do esporte. É fã de Gabigol.
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