500 milhões de reais. Esse é o valor do prejuízo total da TV Record no ano passado. A emissora evangélica, famosa pelas suas produções bíblicas de alto padrão duvidoso, tomou uma atitude dramática, a qual afetou diretamente o seu núcleo de cobertura esportiva: ele acaba de ser extinto.
Novos Rumos
Apesar de dramática, a estratégia tem sido utilizada por outras emissoras, em diferentes setores: é o famoso ‘contrato por obra’, no qual o contratado assina um acordo para se envolver com a elaboração daquela obra em si, esquecendo os famosos vínculos de exclusividade, os quais permearam a TV nas últimas décadas. Em relação ao esporte, os comentaristas, locutores e demais profissionais envolvidos, estarão contratados apenas durante a realização do torneio, recebendo para aquele trabalho específico.
Deverá ser o caso dos profissionais que atuarem na cobertura do Campeonato Paulista, torneio com contrato de transmissão assinado até o fim de 2025, com o qual a emissora terá de bancá-lo.

Passaralho da Record
Esse é o famoso [e jocoso] termo para demissão em massa. Do esporte, apenas Mylena Ciribelli e o narrador Lucas Pereira permanecem, passando a responder ao núcleo de jornalismo da empresa. Os outros estão fora, podendo voltar para participações dentro do modelo acima descrito. As demissões, entretanto, não acometeram apenas os jornalistas esportivos: apresentadores como Janine Borba e Patrícia Costa, e repórteres como Sylvestre Serrano e Roberto Thomé também foram dispensados: ao todo a lista chega a 200 nomes os quais tiveram seus contratos desligados.
Quem perde com isso?
Sem dúvida os profissionais saem perdendo, uma vez que a decisão foi tomada unilateralmente, de forma obscura. De qualquer forma, estamos assistindo de camarote os esforços das emissoras da TV aberta em se manterem no ar, na tentativa de manter a margem de lucro altas, fugindo dos grandes prejuízos, o que nem sempre é possível.
Enquanto isso, os espectadores, desgostosos, migram para as plataformas digitais, cada vez mais acostumados a consumir um conteúdo de nicho, sem maiores distrações.
Assim, serviços de streaming fazem a festa, apresentando coberturas completas de eventos pelos quais jamais passariam pela cabeça de qualquer Head de um canal aberto transmiti-los.
Veja comentários sobre as demissões em massa da Rede Record no Twitter:
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Márcia Pereira é jornalista, mãe e amante de esportes. Possui formação acadêmica pela Universidade Federal do Paraná. Tendo sido atleta por muitos anos, sua área de atuação hoje é o jornalismo esportivo, como forma de estar próxima do que sempre amou e acredita. É Flamenguista roxa e tem Zico como seu grande ídolo do esporte. É fã de Gabigol.
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