Coluna do Professor #308, por Albio Melchioretto

ATÉ QUANDO ACERTA, BOLSONARO ERRA.

A Coluna sempre foi crítica a regulamentação imposta pela Lei Pelé (Lei n. 9.615/1998) a forma como ela concebe os direitos de transmissão. De acordo com a lei os dois envolvidos na transmissão precisam estar sob contrato. Por vezes, defendeu o direito de Arena (o direito cabe ao mandante), que está posto pela MP 984/2020. Urge a modernização das transmissões esportivas, e entradas de outros players. As duas condições serão benéficas ao esporte brasileiro. Entretanto, há algo mais complexo, que os direitos de transmissão, nesta medida provisória. O governo de Jair Bolsonaro (sem partido) erra ao tentar acertar. Em vez de fazer com decência, esconde-se por interesses questionáveis.

A MP 984/2020 é uma medida inconsequente. Uma delas é o momento do tempo presente. Aproximamos a 1 milhão de contaminados – oficialmente. Não temos ministro da educação, saúde, programa de cultura e os programas de desenvolvimento do esporte foram abandonados. Para citar apenas alguns. E cabe lembrar o mais grave, não há plano nacional de superação ao Covid19. Em meio ao caos sanitário, uma medida que causa insegurança jurídica sobre contratos já assinados é solta. Sem discutir com partes interessadas, sem a proposta de um debate com os playeres já existentes, sem conjunto com federações. Tudo na base de uma caneta BIC e na conversa de alguns interessados.

Albio Melchioretto
albio.melchioretto@gmail.com
@professoralbio

Por tratar-se de uma medida provisória, ela tem validade, e o congresso, assim se espera, deverá discutir, logo ela cairá, do jeito que está. O modo de fazer e propor o direito de arena evidencia que o presidente, e dois clubes que foram visitá-lo, são demasiadamente autoritários e pensam apenas na causa de si. Um governo decente não legisla em causa própria, mas pensa no bem de uma nação. Quem bem/bom há em editar uma medida para atender o interesse mediato de apenas um clube? O Flamengo e o Campeonato Carioca não são o futebol, apenas uma ínfima parte do futebol. Pode ter a maior torcida do Brasil, se muito, chegará a 30% da população, e o interesse dos outros 70%?

A ação do Flamengo não respeita o futebol como todo, está pensando no problema individual no tempo presente, e as outras competições que há de vir? Ainda bem que o clube é maior que seus dirigentes. Os que criticam a Rede Globo, afirmando que a MP a afetará, se esquecem que estamos a falar dos maiores grupos de mídia do mundo. Nada impede do mesmo se beneficiar do direito de arena. A história recente, mostrada em várias colunas, deixam claro seu poder compra, além da audiência maior que a soma de todos os concorrentes, vender para um canal nanico apenas por moedas, o que pensará um patrocinador com sua marca escondida? E mais, se de fato, a edição da MP tem por objetivo atacar o maior veículo de comunicação do país, e um dos maiores do mundo, temos a certeza da mediocridade de quem motiva a redação da MP 984/2020.

A coluna continua a defender o direito de arena e o cuidado dos torneios como produto, pensado em liga, de acordo com moldes da Premier League. Mas é crítica a um modo de fazer parcial, tendencioso e egoísta, como classificamos a MP 984/2020.





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