Ídolo da torcida do Flamengo, o artilheiro Zico está na estreia da exibição diária do quadro ‘No Álbum da Bola’, série de entrevistas exclusivas realizadas pelo jornalista Sergio du Bocage na TV Brasil a partir desta segunda (18), às 19h30 (de Brasília), na atração esportiva ‘No Mundo da Bola’.
Além do craque rubro-negro e da seleção brasileira, o especial conta com os ex-jogadores Claudio Adão, Jorginho e Roberto Dinamite, o técnico Jair Pereira, o jornalista João Máximo e o árbitro aposentado Arnaldo Cezar Coelho. O programa ‘No Mundo da Bola’ é exibido pela emissora pública de segunda a sexta, às 19h30, com 30 minutos de duração, e aos domingos, às 21h00, com uma hora no ar.
Depois do sucesso da série “Os Setentões”, quadro em que o apresentador recebeu dez personalidades do futebol, entre ex-jogadores, técnicos e cronistas, a TV Brasil lança esse novo quadro com outros astros que fizeram história dentro e fora dos gramados que não tem mais de 70 anos necessariamente.
Curiosidades contadas pelo Galinho
Durante o descontraído papo com Sergio du Bocage, o rubro-negro fala sobre início de carreira, Flamengo, seleção brasileira e família. Arthur Antunes Coimbra, nome de batismo de Zico, também conta situações inusitadas da trajetória nos campos e revela fatos que poderiam mudar o rumo do camisa 10.
A sequência da conversa ganha as telinhas da emissora pública nesta terça (19), às 19h30. O ex-atacante Cláudio Adão é o segundo convidado para a sabatina organizada em dois trechos na quarta (20) e quinta-feira (21), no mesmo horário. A edição de sexta (22) traz os melhores momentos das entrevistas.
Zico diz que não gostava do apelido “Galinho de Quintino”, alcunha dada pelo narrador Waldir Amaral. O goleador afirma que preferia “Alegria da Gávea” criado pelo jornalista Celso Garcia. Conhecido como “Garoto do Placar, o locutor era vizinho da família Antunes. Torcedor do time, ele descobriu o talento do ex-meia ainda na infância, em Quintino, bairro da Zona Norte do Rio, e o levou para o Flamengo.
No decorrer da entrevista, o craque também recorda que abandonou o clube rubro-negro quando era juvenil por um mês. Ele conta que o fato aconteceu porque não tinha onde almoçar no horário entre os treinos e a escola.
Ao saber da situação, Jorge Helal, então presidente do Flamengo, tirou dinheiro do próprio bolso para bancar as refeições do jovem promissor. Zico explica que só tomou conhecimento do fato muito tempo depois.
O artilheiro do Maracanã recorda diversas histórias que viveu dentro das quatro linhas e fora delas. Ele conta como foi o dia em que transformou treino em jogo e garantiu vaga de titular no Flamengo, destaca as oportunidades em que enfrentou o irmão Edu, no América do Rio, e lamenta as mortes de Geraldo e Claudio Coutinho.
A vitoriosa geração rubro-negra dos anos 1980 também é tema da conversa. Zico fala da certeza que havia no sucesso. Ele lembra dos momentos que antecederam a decisão da Copa Libertadores, contra os chilenos do Cobreloa, e comemora a conquista do Mundial de Clubes, em que o Flamengo surpreendeu os ingleses do Liverpool em uma vitória incontestável por 3 a 0 no Japão em 1981.
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Henrique Neves é antropólogo por formação, mas esportista por natureza. Apaixonado por vôlei, aprendeu a jogar ainda pequeno. Escreve sobre esportes e ama praticar esportes radicais. É formado em Comunicação pela PUC-Rio. Fã de Vinicius Jr, torce pelo Flamengo.
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