Um dado alarmante foi revelado pelo ex-diretor da Globosat, Alberto Pecegueiro, à coluna de Ricardo Feltrin no UOL: mais da metade dos domicílios no Brasil que assiste aos jogos de futebol por meio do pay-per-view (PPV) pode estar acessando o serviço com sinais e equipamentos piratas.
Segundo Pecegueiro, a base de assinantes dos canais Premiere soma hoje um pouco menos de dois milhões de assinantes no Brasil. Porém, a medição de audiência aferida mostra uma outra realidade:
“Num bom jogo do campeonato brasileiro a audiência medida do Premiere pode chegar a mais de quatro milhões de domicílios. Que tal?”, indaga o executivo.
A revelação de Pecegueiro mostra que a pirataria do PPV já deve estar bem acima dos 50% dos sinais por ao menos dois motivos: 1 – nem todo mundo que acessa sinais piratas vê jogos de futebol, nem mesmo os “bons jogos”; e 2 – Há hoje inúmeros sites que também disponibilizam os sinais PPV pirateando-os, e que não estão contemplados nessa medição.
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Henrique Neves é antropólogo por formação, mas esportista por natureza. Apaixonado por vôlei, aprendeu a jogar ainda pequeno. Escreve sobre esportes e ama praticar esportes radicais. É formado em Comunicação pela PUC-Rio. Fã de Vinicius Jr, torce pelo Flamengo.
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