Grande parte dos jogos da atual temporada da Superliga de Vôlei estão sendo mostrados pela TV NSports, parceira da CBV no formato pay-per-view. Porém, quem adquiriu o produto tem se incomodado com a queda de sinais durante as partidas, frustrando a expectativa de assistir jogos inteiros. As informações são do jornal O Tempo.
Mesmo com o índice sendo pequeno, se comparado com o número total de jogos, os torcedores não aliviam nas críticas. “Fiz minha inscrição e fiquei bem empolgado. Mas a decepção veio logo depois. Tive dificuldade pra ver um jogo dos mais esperados, a conexão caiu diversas vezes e foi uma frustração bem grande. Fiquei sem ver metade do último set. Encontrei um canal de reclamação na área de contatos e registrei minha indignação. O fato de ser pago aumenta a decepção, achei uma falta de respeito com o consumidor e com quem gosta de vôlei”, protesta o empresário mineiro Paulo Emílio Pádua.
Apesar dos incidentes, uma situação costuma fugir do controle de ambas. “O desafio do streaming no Brasil ainda é grande por uma série de motivos: desde a infraestrutura de internet no país, especialmente em algumas cidades em que os ginásios ficam mais afastados, até a internet do usuário final que também pode ser um gargalo”, comenta Guilherme Figueiredo, CEO da TVN. “Os incidentes também passam por alguns problemas que tivemos em nossa aplicação e que trabalhamos para resolver na parada de final de ano. O tempo de downtime nos jogos foram pequenos”, admite.
A CBV indica que já esperava que tais situações fossem acontecer, mostrando sua confiança na parceria para que a satisfação de quem compra seja maior. “Estávamos todos atentos a essa questão por já saber que nem todos os ginásios oferecem a melhor internet. A equipe da TVN fica de plantão em todos os dias de transmissão para evitar problemas deste tipo, além de atender a demanda dos assinantes com quaisquer dúvidas existentes”, justifica Radamés Lattari, diretor executivo da CBV.
“Muito já foi feito para melhorar: contratamos nova conexão de internet nos ginásios que apresentaram problemas, ampliamos a capacidade dos servidores e monitoramos jogos com maior audiência, alteramos um ponto da aplicação que precisava de tempo para ser corrigido, o que aconteceu nesse período de recesso. Tanto a CBV quanto os clubes têm sido bem solícitos no trabalho de solução de infraestrutura local, mas a responsabilidade é da TVN Sports de assegurar que tudo funcione bem”, indica o CEO.
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Henrique Neves é antropólogo por formação, mas esportista por natureza. Apaixonado por vôlei, aprendeu a jogar ainda pequeno. Escreve sobre esportes e ama praticar esportes radicais. É formado em Comunicação pela PUC-Rio. Fã de Vinicius Jr, torce pelo Flamengo.
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