A atual temporada é marcada por um aumento nos dinheiro a ser recebido pelos clubes brasileiros em direitos de TV com novos contratos do Brasileiro, Libertadores e Sul-Americana. Já no ano passado, foi a vez da Copa do Brasil. De acordo com blog do jornalista Rodrigo Mattos no UOL Esporte, somados todos os reajustes, houve um crescimento de cerca de R$ 1,4 bilhão nos valores pagos pelas competições disputadas pelos clubes brasileiros nos últimos dois anos.
No caso da Libertadores e Sul-Americana, a Conmebol distribui 60% do total do dinheiro para clubes, e isso inclui o Brasil e outros países. Na Copa do Brasil, a CBF retém 20% de comissão do contrato. Mesmo com essas comissões, haverá um impacto significativo nos cofres dos clubes brasileiros, principalmente nos maiores que disputam todas essas competições e obtêm posições mais relevantes.
Os principais campeonatos para times nacionais tinham direitos que valiam R$ 2,2 bilhões até 2017. A partir desse ano, essas mesmas competições valerão R$ 3,6 bilhões.
Para detalhar todos os números, o Brasileiro em todas as suas plataformas gerava um valor próximo de R$ 1,5 bilhão para os clubes até 2018, incluindo o pay-per-view. Após a concorrência gerada pela Turner, realizada em 2015 e 2016, esse montante salta para em torno de R$ 2 bilhões nesta temporada consideradas as luvas.
Na Libertadores e Sul-Americana, o contrato praticamente dobrou de valor em 2019 em relação à última temporada por conta da licitação vencida pela IMG/Perform. Assim, o montante ultrapassou R$ 1,3 bilhão na cotação atual do dólar. Nem tudo vai para os clubes, mas houve um reajuste considerável nas cotas. No total, a premiação para os clubes ultrapassou R$ 600 milhões. Na primeira fase, um time fatura mais de R$ 10 milhões.
Na Copa do Brasil, o valor do contrato entre Globo e CBF era de cerca de R$ 100 milhões até 2017. No ano passado, esse montante saltou para R$ 325 milhões. Há uma concentração da premiação nos times que chegam às fases finais, com o campeão ficando com R$ 68 milhões de prêmio.
Conmebol e CBF ainda abocanham um percentual desse total já que são as responsáveis por negociar os contratos. Esse é o modelo também na Europa. A diferença é que a Uefa fica com uma fatia menor da Liga dos Campeões do que a confederação sul-americana.
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Henrique Neves é antropólogo por formação, mas esportista por natureza. Apaixonado por vôlei, aprendeu a jogar ainda pequeno. Escreve sobre esportes e ama praticar esportes radicais. É formado em Comunicação pela PUC-Rio. Fã de Vinicius Jr, torce pelo Flamengo.
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