Olá a todos!
Todo repórter, comentarista, narrador, todo profissional da imprensa esportiva tem um time do coração. Negar tal possibilidade é inimaginável num país em que cada profissional respira o esporte, principalmente o futebol, antes mesmo de começar a andar. Assumir ou não o time do coração é opção de cada um. O principal é entender que enquanto profissional de uma emissora que pretende ser para todos os times, tais práticas são inaceitáveis.
Faço essa introdução para comentar sobre o vídeo que viralizou, com o comentarista Vagner Vilaron utilizando um termo desrespeitoso para se referir ao Botafogo, quando fazia a análise sobre o time pelo PFC. Muita gente (me incluo aí) achou que era montagem ou que estavam entendendo errado, até que o próprio Vilaron confirmou o inaceitável deslize.
Não há a mínima possibilidade de qualquer profissional se referir assim a qualquer clube de futebol. Não há espaço nas transmissões para esse tipo de “deslize” independente de quem esteja jogando. O telespectador paga caro por essa transmissão, o mínimo que se espera é respeito por parte da empresa, profissionalismo e a tentativa de um comentário isento. A impressão deixada é de que o comentarista repete o termo tantas vezes que automaticamente o utilizou quando não deveria.
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| Alipio Jr. @alipiojr |
Ah! A imagem que ilustra essa coluna foi a admissão de culpa e o consequente pedido de desculpas do comentarista. O canal não se pronunciou a respeito e não me parece que o fará.
Desrespeito total.
Falei primeiro do que considero desrespeito para encerrar a coluna falando sobre o respeito. Meu máximo respeito.
No começo da Copa comentei com um amigo o quanto achava ruim todos os memes que simulavam o interesse do Casagrande por drogas. Não posso achar engraçado algo tão sério e que mexa tanto com a vida da pessoa como foi nesse caso, ainda mais quando o próprio já falou sobre as dificuldades de vencer o vício tantas vezes.
Claro, sempre haverá um Paulo Henrique Amorim da vida, tentando desmerecer a declaração de uma maneira tão vil que depôs mais contra si, parecendo destilar inveja da repercussão positiva do caso.
O discurso dele no final da Copa do Mundo foi tocante e merece o meu máximo respeito, pela coragem de se expor desta maneira e o meu respeito também vai para a emissora, que manteve o profissional e ajudou na recuperação.
Respeito total.
E você, o que achou das situações acima? Escreva para mim, comentando.
Abraços e até a próxima.
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Henrique Neves é antropólogo por formação, mas esportista por natureza. Apaixonado por vôlei, aprendeu a jogar ainda pequeno. Escreve sobre esportes e ama praticar esportes radicais. É formado em Comunicação pela PUC-Rio. Fã de Vinicius Jr, torce pelo Flamengo.

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