O UOL Esporte, por Gabriel Vaquer, teve acesso ao perfil de público da Fórmula 1 apresentado pela Globo ao mercado publicitário. Atualmente, as corridas tem um dos maiores públicos AB da TV aberta brasileira.
O público AB basicamente é o que mais tem poder aquisitivo no Brasil e não tem medo de consumir o que quer. 32% do público que assistiu Fórmula 1 em 2017 era desta demográfica, o que também ajuda a explicar a alta demanda de anunciantes.
A Globo conseguiu, somente com cotas de patrocínio, mais de R$ 500 milhões. Apenas grandes marcas como o banco Santander não abrem mão de ter seus investimentos de mídia cessados na principal categoria do automobilismo.
Dentro da Globo, o alto número de percentual de público AB da Fórmula 1 é bastante celebrado, porque atualmente este é o público mais complicado de se conseguir espaço na TV aberta, com internet e outras plataformas, como o Netflix.
Esse público de alto poder aquisitivo faz a Globo ter barganha também para negociar melhores contratos de patrocínio, ano a ano. Atualmente, estar sem um piloto brasileiro é apenas um detalhe. A Fórmula 1, mesmo não tendo um gigante Ibope, é um excelente negócio.
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Henrique Neves é antropólogo por formação, mas esportista por natureza. Apaixonado por vôlei, aprendeu a jogar ainda pequeno. Escreve sobre esportes e ama praticar esportes radicais. É formado em Comunicação pela PUC-Rio. Fã de Vinicius Jr, torce pelo Flamengo.
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