Coluna do Carlos Salvador #85: A nova era das transmissões ‘on demand’ e em ‘streaming’

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Nesta semana houve mais uma rodada da Copa do Rei da Espanha. Tivemos Atlético de Madrid em campo, Valencia, Barcelona e outros. O problema é que ninguém viu. Ou ‘quase ninguém’. O certame espanhol não possui direitos de transmissão para qualquer televisão brasileira, seja fechada ou aberta. Que pode transmitir as partidas ao vivo no Brasil é o Youtube. Sim o Youtube. E o valor de CADA partida é algo em torno de R$ 9,90. Se comparados a cada jogo do PFC vendido separadamente, o preço é baixo, porém não é esse o caso do debate.

O que paira sobre nossas cabeças é: Será o começo de uma nova era de transmissões esportivas via ON Demand, ou Streaming? Será o fim dos pacotes “full abusives” de operadoras?

Estamos diante de um boom de mercado On Demand, onde vemos o Netflix atingir 75 milhões de assinantes ao fim de 2015. Vemos também cada vez mais as operadoras de TV por assinatura perderem clientes por pouca coisa. Estamos diante de uma situação que pode vir a ser visionária para o esporte mundial, a transmissão sob demanda. É muito provável que possamos ter num futuro próxima, talvez 3, 5 ou 7 anos, eventos esportivos exclusivos transmitidos em operadoras como o Netflix. Seria muito mais cômodo ao assinante pagar um pequeno valor a mais na sua baixa mensalidade para adquirir um evento ao vivo, de onde ele estivesse. Até porque quem paga TV por assinatura, paga para ficar em casa, pois não consegue acessar seu próprio pacote se estiver em um hotel ou em outro local de viagem.

Carlos Salvador – colunista do esporteemidia.com
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@calosalvador

É notório imaginar o quanto isso seria prejudicial aos canais esportivos no Brasil. Diminuição de grade, queda de assinantes, baixa audiência, poucos comerciais. Seria péssimo, catastrófico. O mundo sob demanda está cada vez maior e mais presente nos lares brasileiros. São novelas, filmes, séries, shows.. e nada impediria de haver transmissões esportivas. Problema seria a tal exclusividade, a qualidade de internet e outros fatores que fariam o consumidor pensar bem antes de abrir mão de seu pacote “full abusive” em uma operadora e optar por um serviço em que o sistema nacional brasileiro de internet, possa não comportar por causa de sua estrutura?

Na opinião do colunista isso vai acontecer. Teremos em breve eventos esportivos transmitidos exclusivos e sob demanda, é só questão de tempo. O que nos resta saber é: ficarão os canais esportivos em segundo plano? E as operadores de TV fechada, continuarão duras em negociação para entrada de novos canais?

A caixa de comentário é de vocês.

Até semana que vem.


Carlos Salvador

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