Dirigente da CBF reclama da quantidade de repórteres no campo de jogo

Diretor de seleções da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Andrés Sanchez (foto) participou da edição desta segunda-feira (25) do ‘Esporte em Debate’, programa apresentado por Leandro Quessada e Alexandre Praetzel e transmitido pela Rádio Bandeirantes de São Paulo. Durante a atração, o “cartola” comentou sobre o que considera como excesso de profissionais da imprensa durante partidas de futebol, informa o Comunique-se.

O tema surgiu quando Sanchez foi questionado sobre a final da Taça Libertadores da América, competição em que Corinthians e Boca Juniors decidem o título. O dirigente considera que novas regras para credenciamento em cobertura de jogos de futebol precisam ser formuladas no Brasil. De acordo com ele, em grandes finais, como a competição sul-americana, muitos jornalistas ficam à beira do gramado sem trabalhar.

“Em jogo assim tem muito cara da imprensa que vai só para assistir. Quem controla essas credenciais, a Aceesp – Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo – ou qualquer outra entidade, tem que mudar algumas condições”, disse o ex-presidente corintiano. “E os veículos de comunicação também devem ter essa consciência”, comentou ao citar que em alguns casos mais de 1000 repórteres são liberados para fazer a cobertura do evento esportivo.

Quessada, Praetzel e Neto, que participou da edição do programa, concordaram com a análise de Sanchez. A dupla de jornalistas e o comentarista e apresentador da Band comentaram a iniciativa do Corinthians, de reservar cerca de 100 lugares na arquibancada para o trabalho da mídia. Porém, Quessada fez uma ressalva, a iniciativa é boa, mas tira lugares do estádio que são destinados aos torcedores comuns que compram ingresso.


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