A situação do Brasil em relação à manipulação de resultados no futebol finalmente começa a mudar.
Após dois anos liderando o ranking mundial de jogos suspeitos, dados de 2024 indicam uma redução de 45% nos casos suspeitos em comparação ao ano anterior, segundo a Sportradar, empresa parceira da CBF e outras federações.
Brasil está, finalmente, no caminho certo?
A redução dos números é um alívio, mas não é hora de comemorar. Clubes, federações e até empresas de apostas esportivas têm se movimentado para educar atletas e monitorar competições.
Mesmo com essas ações, muitos especialistas alertam que é cedo para acreditar que a queda nos números seja totalmente resultado dessas medidas. O cenário, apesar de promissor, ainda exige atenção máxima.
Felippe Marchetti, diretor da Sportradar, afirma que “a maior visibilidade dos casos e a regulamentação do mercado de apostas colaboram”, mas ele mesmo admite que o problema está longe de ser resolvido.
É um passo na direção certa, mas ainda há muito o que limpar nos bastidores do futebol brasileiro.

Federações precisam agir mais rápido
Várias federações estaduais, como Alagoas e Minas Gerais, têm tentado reforçar suas práticas preventivas. A educação dos jogadores e dirigentes é um dos pilares, mas só isso não basta.
Enquanto algumas federações estão se unindo com autoridades policiais e especialistas para formar sistemas de inteligência, outras ainda caminham a passos lentos.
A CBF, por exemplo, criou a Unidade de Integridade para centralizar as denúncias, mas será que só monitorar vai realmente resolver?
O mercado de apostas continua crescendo, e os manipuladores sempre encontram brechas. Sem uma regulamentação firme e penas mais severas, a manipulação de resultados vai continuar rondando o futebol brasileiro.
Resta saber se a redução será sustentável
É positivo ver uma queda nos casos, mas para realmente sair do topo desse ranking vergonhoso, o Brasil precisa mostrar consistência.
Só o tempo dirá se as medidas atuais serão suficientes para proteger o esporte. Por enquanto, o futebol brasileiro continua cercado de desconfianças.
➡️ 📱 Siga @esporteemidiabr no Telegram e Facebook e tenha acesso às nossas novidades através das redes sociais.

Amanda Alvarez aprendeu com o seu pai todas as regras do futebol. Podia ser árbitra, se não tivesse escolhido o Jornalismo com ênfase em cobertura esportiva. Esteve nas Copas do Qatar e da Rússia, repercutindo o Mundial de Futebol para o público brasileiro. Torcedora do Santos, é súdita do Rei Pelé e Lucas Paquetá.
A história do escudo do Palmeiras: Do Palestra Itália ao Verdão
A trajetória do São Paulo FC: De clube da elite ao “mais popular”
Humilde residência! Gabigol, do Cruzeiro, aluga mansão de luxo por R$ 60 mil mensais
Veja que são os 5 maiores campeões da Copa São Paulo de Futebol Júnior
Cinco talentos revelados pelo EC Bahia que conquistaram a Europa





