A busca do Vasco por um novo zagueiro não deu resultado na janela de transferências do meio do ano. O clube estava à procura de um defensor que se encaixasse no perfil técnico desejado e, ao mesmo tempo, respeitasse o orçamento financeiro, mas as tentativas não tiveram sucesso.
O diretor de futebol Marcelo Sant’Ana explicou que a última negociação, com o argentino Ian Glavinovich, do Newell’s Old Boys, acabou frustrada devido a incompatibilidades contratuais e financeiras.
Mercado limitado e decisão financeira
Segundo Sant’Ana, a janela de meio de temporada é mais voltada para ajustes pontuais do elenco, enquanto as movimentações mais significativas ocorrem no início do ano. Ao assumir o cargo, o diretor se deparou com a lesão de João Victor, que diminuiu o número de zagueiros disponíveis.
Com a recuperação de João Victor, a necessidade de um novo defensor foi reavaliada. “O mercado de zagueiros experientes estava restrito. Chegamos a procurar atletas de 28 a 30 anos que pudessem brigar por posição, mas nenhum encaixou na nossa realidade financeira”, destacou o diretor. Sant’Ana ainda pontuou que a situação financeira do clube não permite “loucuras”, como pagar R$ 1 milhão por um zagueiro.
“Precisamos de equilíbrio. Não é em dois ou três meses que vamos resolver todos os problemas do Vasco. Temos que agir com responsabilidade e focar em investimentos que tragam retornos sustentáveis, como a reforma de São Januário”, reforçou.

Confiança no elenco atual e no técnico
Diante das dificuldades de contratação, Sant’Ana pediu um voto de confiança aos torcedores para com os zagueiros que já estão no elenco. Ele citou o trabalho do técnico Rafael Paiva, que assumiu o Vasco em um momento complicado no Campeonato Brasileiro e conseguiu levar o time para o oitavo lugar na tabela. “A chegada de Paiva transformou nossa defesa, que agora é uma das menos vazadas desde que ele assumiu”, disse.
Paiva, que inicialmente chegou como interino, foi mantido no cargo após resultados positivos, e Sant’Ana acredita que essa escolha foi acertada. “Não importa o título de interino ou efetivado, o que conta são os resultados. E o Paiva tem mostrado que essa equipe pode reagir e competir com os melhores”, afirmou o diretor.
Futuro do Vasco
Marcelo Sant’Ana também abordou o modelo de gestão do Vasco, destacando que, seja como SAF ou associação, o que importa é uma gestão eficaz e focada na responsabilidade fiscal. Ele mencionou os desafios que o clube enfrenta, como dívidas passadas e a necessidade de implementar uma governança mais rigorosa.
“A gestão anterior trouxe situações de endividamento que precisamos resolver. Vamos enfrentar essas dificuldades e trabalhar para um futuro mais sólido e competitivo“, concluiu.
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Henrique Neves é antropólogo por formação, mas esportista por natureza. Apaixonado por vôlei, aprendeu a jogar ainda pequeno. Escreve sobre esportes e ama praticar esportes radicais. É formado em Comunicação pela PUC-Rio. Fã de Vinicius Jr, torce pelo Flamengo.
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