Internacionalização do mercado brasileiro
O Brasil está prestes a vivenciar uma transformação significativa no mercado de apostas esportivas e jogos online. O Ministério da Fazenda já contabiliza 113 pedidos de licença para operar no país a partir de janeiro de 2025, com destaque para a participação de mais de 40 empresas estrangeiras, muitas delas originárias do Reino Unido.
O movimento de entrada de grandes grupos internacionais não surpreende os especialistas. Empresas de peso como MGM Resorts, Sportingbet (do grupo Entain), Betfair (do grupo Flutter Entertainment), Betsson e Caesars Sportsbook estão entre as que já se posicionaram para entrar no mercado brasileiro.
A regulamentação recente atraiu esses players, que aguardavam o momento certo para entrar de forma oficial e regulamentada.
Além dos grupos internacionais, as grandes apostas que já operam no Brasil também buscaram regularizar suas operações. Nomes como bet365, Betano, Betnacional e Esportes da Sorte se destacam entre as empresas que já possuem uma base consolidada no país e que agora buscam se adequar às novas exigências legais.

São Paulo lidera como sede de operações
Um dado que chama atenção é que 67 das empresas optaram por São Paulo como sede de suas operações. A cidade, que já é um polo econômico no Brasil, tende a se consolidar ainda mais como o coração do mercado de apostas.
Outras localidades também foram escolhidas, como Rio de Janeiro (9 pedidos) e Minas Gerais (7 pedidos), com o Sudeste concentrando a maior parte das operações.
O Nordeste também surge como um player importante, com 16 pedidos registrados, destacando-se Ceará, Paraíba, Pernambuco e Piauí.
Expectativa de fusão e aquisições no setor
A entrada de tantos players no mercado brasileiro tem gerado previsões de um grande movimento de fusões e aquisições. Pequenas empresas que não conseguirem atender aos requisitos rigorosos da nova regulamentação podem se tornar alvos de grandes grupos que desejam expandir sua presença no Brasil.
Além disso, a exigência de que as empresas tenham um sócio brasileiro com ao menos 20% do capital estimula a formação de parcerias estratégicas, o que pode aquecer ainda mais o mercado.
Especialistas como Clarissa Yokomizo, sócia da área de Fusões e Aquisições do Veirano Advogados, destacam que o potencial de crescimento do setor no Brasil tem atraído até mesmo os investidores mais cautelosos.
A expectativa é que haja um movimento robusto de joint ventures e aquisições, principalmente por empresas que já possuem licenças, mas que podem buscar novos parceiros para fortalecer suas operações no país.
Regras rígidas impulsionam parcerias
As regras estabelecidas para a obtenção das licenças são bastante rigorosas. Além do custo de R$30 milhões pela concessão de cinco anos, as empresas precisam manter uma reserva financeira mínima de R$5 milhões, destinada a cobrir eventuais pagamentos de apostas.
Esse cenário torna a busca por parceiros financeiros uma estratégia necessária para muitas plataformas que desejam se manter competitivas.
Outro ponto relevante é a exigência de presença local. Cada empresa terá que manter uma estrutura com pelo menos seis responsáveis no Brasil, incluindo quatro diretores estatutários, conforme explica André Santa Ritta, do Pinheiro Neto Advogados.
A complexidade dessas exigências faz com que o mercado se organize em torno de alianças estratégicas, preparando-se para a regulamentação que entra em vigor em 2025.
Futuro do Mercado de Apostas no Brasil
Com um mercado que já movimenta bilhões, as expectativas para os próximos anos são altas. Estima-se que o mercado de apostas e jogos online no Brasil tenha movimentado R$ 68,2 bilhões nos últimos 12 meses. Mesmo com a chegada de novos players, cerca de 100 empresas continuam concentrando a maior parte desse valor.
A regulamentação vem para organizar um mercado que, até então, operava em um limbo jurídico. Agora, com regras claras e uma estrutura formal, o setor se prepara para um período de crescimento e consolidação, onde as fundações para o futuro do mercado de apostas no Brasil serão solidificadas.
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Mateus Taz sempre sonhou em ser jogador, mas descobriu no Jornalismo Desportivo seu grande dom. Tem 40 anos, pai de família e já correu na Maratona São Silvestre. Estudou produção cultural na Universidade Federal da Bahia e colabora em um projeto de Letramento para crianças carentes da periferia de Salvador. É fã do Bahia, mas gosta mesmo é de acompanhar os jogos das Ligas Internacionais. Erling Haaland, o Terminator, é seu ídolo.
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