A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos vai rolar nessa sexta-feira às 14h30 de Brasília (19h30, no horário de Paris), e há semanas não se fala de outra coisa: do look da delegação brasileira no desfile de estreia. Detonado por muitos, defendido por alguns, o uniforme foi produzido pela Riachuelo e tem causado controvérsia na internet.
Há quem diga que o conjunto parece “evangê”, fazendo menção ao costume de os evangélicos por vezes optarem por roupas mais compridas e fechadas. A verdade é que a roupa causou polêmica entre algumas pessoas públicas: Anitta foi uma que se pronunciou, com alguma ironia, e afirmou que o uniforme representa exatamente o tratamento dos atletas no país: “desvalorizado”.
Jaqueta foi confeccionada por bordadeiras artesanais
Parece interessante que Anitta tenha usado a sua ampla projeção para chamar a atenção para a situação precária de apoio e financiamento dos atletas, realidade que vem à tona frequentemente durante as olimpíadas.
No entanto, ainda que fale a verdade, em termos de moda, alguns valorizam o conjunto, sobretudo a jaqueta, bordada por artesãs do Rio Grande do Norte, manualmente. Foram 80 pessoas envolvidas só na confecção da peça, estampada com animais da floresta.
Para imitar o look exatamente igual ao que vai figurar na cerimônia, quando o Brasil se apresentar, o torcedor teria de desembolsar aproximadamente R$1.020. Nada impede que a loja Riachuelo resolva comercializar em larga escala as vestimentas, mas por enquanto o estoque limitadíssimo está à venda a penas pelo site para quem quiser empregar a bagatela e “roubar” o look.

Atleta reage ao look da delegação brasileira
Márcia Fu, mineira de 54 anos, é uma ex-jogadora de vôlei que se destacou como atacante de meio e ponta. Ela foi medalhista olímpica com a Seleção Brasileira nos Jogos de Atlanta, em 1996, e eleita uma das dez melhores jogadoras do mundo no mesmo ano. Além disso, é bicampeã mundial do Grand Prix e vice-campeã do Campeonato Mundial e da Copa do Mundo.
Márcia chegou a participar de “A Fazenda 15”, onde se tornou um ícone nas redes sociais devido à sua espontaneidade e sinceridade. Nesta semana, foi uma das que detonou o uniforme da delegação do Brasil nas olimpíadas.
“O que é isso aqui? Isso é do Brasil? Como assim? Gente, isso não é do Brasil, não, estão mentindo. Esse negocinho jeans… Que blusa é essa aqui embaixo? Não gostei”, criticou a jogadora.
Reação do COB
O Comitê Olímpico Brasileiro respondeu às reações negativas dizendo que não se tratava da Paris Fashion Week e que o foco era no desempenho dos atletas nas olimpíadas.
Para alguns, é justamente o fato de o evento ser sediado na capital da moda que torna tudo mais irônico, acabando por desvalorizar as características do Brasil em momentos de imenso destaque: as festas de abertura e a de encerramento.
Seja como for, mesmo que as outras delegações olímpicas levem roupinhas mais interessantes, arrojadas e representativas que as nossas, o que o torcedor espera mesmo é que o desempenho do Brasil compense toda essa polêmica.
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Vive em Lisboa e trabalha como escritora, tradutora e revisora. Sempre achou um desafio estimulante lidar com a área de línguas e textos, já que desde criança está inventando histórias. Tem graduação, mestrado e doutorado em Letras pela UFRJ e tem se dedicado à área de gestão e criação de conteúdos digitais. Está sempre caçando bônus de boas-vindas, pesquisando os melhores palpites e adora escrever sobre apostas. Em todas as suas facetas de trabalhadora da palavra, o que acha importante é o bom fluxo de comunicação, seja qual for o público.
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