Depois de quase nove anos sem receber pagamentos, o Palmeiras voltou a ser remunerado pela WTorre pela exploração do Allianz Parque. O depósito de pouco mais de R$ 4 milhões, referente aos meses de março e abril, sinaliza uma trégua na relação entre clube e construtora, que estavam em conflito judicial.
“Esse depósito é um passo importante para resolvermos nossas diferenças”, afirmou um representante do Palmeiras.
Como tudo começou
Desde a estreia do Allianz Parque em 2014, a parceria entre o clube e a WTorre teve seus altos e baixos. No começo tudo fluiu bem, mas passados os primeiros sete meses de repasses, houve uma pausa nos pagamentos. A cobrança judicial do Palmeiras contra a WTorre, que começou em 2017 e era de R$ 128 milhões, cresceu para R$ 160 milhões.
A construtora contestou o valor, alegando que havia créditos e débitos dos dois lados. Esse valor inclui locações para shows, exploração de áreas como lanchonetes e estacionamentos, além de locações de cadeiras, camarotes e naming rights.
Em 2023, o alviverde disse ter R$ 121 milhões a receber da WTorre, apesar de também ter reconhecido uma dívida de R$ 40 milhões com a construtora. As diferenças entre eles viraram caso de polícia, com a abertura de um inquérito para esclarecer a situação. Mas agora, com os recentes pagamentos, há esperança de que as águas se acalmem e comece um novo capítulo dessa relação.

Avanços e boa vontade
Uma mudança no alto escalão da WTorre facilitou a reaproximação entre as partes, que vinham em “pé de guerra” na justiça, com trocas de acusações. A nova direção da construtora demonstrou um esforço em fortalecer a parceria, o que agradou ao Palmeiras. “Enxergamos atitudes recentes da WTorre como uma ‘bandeira branca’ em busca de paz”, disse uma fonte próxima ao clube.
O time palestrino reconheceu o esforço da WTorre para organizar jogos no Allianz Parque, mesmo com muitos shows e eventos. Essa atitude foi vista como um sinal positivo para resolver os problemas e avançar nas negociações para um acordo.
Um bom exemplo dessa trégua foi a troca do composto termoplástico por cortiça no gramado do estádio, após problemas na última temporada. Apesar dos desentendimentos durante o processo, a boa vontade da gestora do Allianz Parque foi valorizada.
Um novo capítulo
O clube espera receber em média R$ 2 milhões por mês pela exploração do estádio, valor que pode variar conforme o número de eventos realizados no estádio. Com o recente pagamento, há uma expectativa de um relacionamento mais colaborativo entre Palmeiras e WTorre. “Estamos trabalhando para que a parceria volte a ser benéfica para ambos os lados”, declarou um representante da WTorre.
O objetivo é que tanto os torcedores quanto o clube possam usufruir das melhores condições possíveis no Allianz Parque.
Benefícios da reaproximação
Essa reaproximação pode trazer benefícios financeiros, esportivos e estruturais. É fundamental que as partes se entendam, para garantir a continuidade do Allianz Parque como um dos principais palcos do futebol brasileiro. O Palmeiras espera que este pagamento seja o início de uma nova etapa e de repasses regulares, ajudando a manter a estabilidade financeira e estrutural do clube.
A torcida está ansiosa para ver como essa reaproximação vai influenciar o futuro do estádio e o desempenho do time dentro de campo. O objetivo é claro: transformar o Allianz Parque em um exemplo de sucesso e parceria entre Palmeiras e WTorre.
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Amanda Alvarez aprendeu com o seu pai todas as regras do futebol. Podia ser árbitra, se não tivesse escolhido o Jornalismo com ênfase em cobertura esportiva. Esteve nas Copas do Qatar e da Rússia, repercutindo o Mundial de Futebol para o público brasileiro. Torcedora do Santos, é súdita do Rei Pelé e Lucas Paquetá.
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