Em pronunciamento público, o técnico Cuca, do Athletico-PR, reconheceu seu erro ao se omitir em relação à acusação de estupro contra uma menor de idade em 1987, na Suíça.
Ele pediu desculpas às mulheres pelas situações que enfrentou fora de campo e se comprometeu a usar sua voz para combater a violência contra a mulher.
“Me calei porque a sociedade também permitia que um homem se calasse”, disse Cuca. “Agora, eu entendo que não posso ficar calado, porque o silêncio soa como covardia.”
Violência contra mulher em pauta
O técnico foi condenado por ato sexual com menor e coação, mas a sentença foi anulada pelo tribunal de Berna, na Suíça. Apesar de reconhecer que a justiça o absolveu, Cuca admitiu que “o impacto da violência contra a mulher dura para sempre”.
“Eu escolhi me recolher durante muito tempo, mesmo assim eu pude seguir minha vida. Uma mulher que passa por qualquer tipo de violência não consegue seguir a vida dela sem permanecer machucada”, afirmou.

A sociedade mudou: e isso é bom
Cuca se disse consciente da mudança de postura que a sociedade exige dos homens e se comprometeu a fazer a sua parte. Sobretudo considerando sua influência sobre jovens fãs de futebol.
“Quero ajudar, quero jogar luz sobre a gravidade e a seriedade da violência contra a mulher. Quero usar a voz que tenho, para ao mesmo tempo que me educo, educar também outros homens a falar sobre esse tema, principalmente os jovens que amam o futebol”, concluiu.
Repercussão da fala
O pronunciamento de Cuca foi recebido com reações mistas. Alguns elogiaram a iniciativa do técnico de reconhecer seu erro e se comprometer com a causa. Outros, no entanto, questionaram a sinceridade do pedido de desculpas e cobraram ações concretas.
O caso de Cuca reacende a discussão sobre o machismo no futebol e na sociedade. A violência contra a mulher é um problema grave que precisa ser combatido com medidas efetivas e mudança de comportamento.
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Amanda Alvarez aprendeu com o seu pai todas as regras do futebol. Podia ser árbitra, se não tivesse escolhido o Jornalismo com ênfase em cobertura esportiva. Esteve nas Copas do Qatar e da Rússia, repercutindo o Mundial de Futebol para o público brasileiro. Torcedora do Santos, é súdita do Rei Pelé e Lucas Paquetá.
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