A novela envolvendo o leilão da mansão de Cafu, campeão mundial em 1994 e 2002, parece não ter fim. Em seu episódio mais recente, a Justiça de São Paulo emitiu uma decisão que invalida o leilão da luxuosa mansão do ex-jogador de futebol, situada em Alphaville, Barueri. A oferta final do leilão, realizada em dezembro passado, foi de R$ 25 milhões.
No entanto, o juiz Bruno Paes Straforini, da 1ª Vara Cível de Barueri, justificou que esse montante ficou aquém do valor mínimo estabelecido no edital, que era de R$ 35 milhões. A mansão, com seus 3.200 metros quadrados, seis suítes, campo de futebol, piscinas e outros luxos, agora aguarda uma nova tentativa de leilão, com data a ser determinada.
Oferta foi valiosa ou não?
Apesar da invalidação do leilão, o arremate realizado em dezembro de 2023 por R$ 25 milhões foi defendido pelo leiloeiro, Denys Pyerre de Oliveira. Ele argumentou que, dado o cenário econômico atual, a oferta foi valiosa. Na época, o advogado de Cafu, Ricardo Sewaybrick, afirmou que o leilão não seria homologado:
“Esse leilão [de R$ 25 milhões] foi absolutamente ilegal. Nem recorrer a gente vai porque o juiz não homologou isso”, disse Ricardo Sewaybrick em entrevista ao Estadão.

Questionamentos sobre a situação financeira de Cafu
A mansão de Cafu foi a leilão devido a uma ação de cobrança iniciada em 2018, movida pela VOB Cred Securitizadora contra a Capi-Penta International Football Player Ltda, empresa do ex-jogador. A maioria dos processos judiciais é conduzida pela Vob Cred Securitizadora S/A e seu proprietário, Valentim Osmar Barbizan.
A propriedade, hipotecada como garantia de um empréstimo, levantou suspeitas sobre a situação financeira do bicampeão mundial. Vale dizer que, em 2022, o ex-lateral direito da Seleção enfrentava dívidas estimadas em R$ 11 milhões. Entretanto, Cafu, apesar de nunca ter negado a dívida, nega estar “quebrado”.
Tentativas anteriores e próximos passos
Antes da invalidação do leilão em dezembro, houve uma tentativa anterior em novembro. Essa tentativa também não foi bem-sucedida, pois não houve interessados. A segunda tentativa foi a que ocorreu em dezembro, resultando na oferta final de R$ 25 milhões, considerada insuficiente pela Justiça.
Com uma nova data para o leilão a ser agendada, o futuro da mansão de Cafu permanece incerto. Vale dizer que, caso um novo leilão seja bem-sucedido e homologado pela Justiça, Cafu terá 45 dias úteis para desocupar o imóvel após a expedição da carta de arrematação.
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Márcia Pereira é jornalista, mãe e amante de esportes. Possui formação acadêmica pela Universidade Federal do Paraná. Tendo sido atleta por muitos anos, sua área de atuação hoje é o jornalismo esportivo, como forma de estar próxima do que sempre amou e acredita. É Flamenguista roxa e tem Zico como seu grande ídolo do esporte. É fã de Gabigol.
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