No mundo do MMA, o sobrenome Nurmagomedov é sinônimo de excelência. O grande pioneiro foi Khabib Nurmagomedov, que se tornou campeão do UFC na disputada categoria dos pesos-leves, e se aposentou invicto, com o cartel perfeito de 29 vitórias e nenhuma derrota. Desde então, tem se dedicado à preparação de atletas como líder e treinador dos lutadores do Daguestão.
Usman Nurmagomedov, primo de Khabib e campeão do peso-leve do Bellator, viu sua carreira, até então, irretocável sofrer um revés após ser flagrado em um exame antidoping e receber uma suspensão de seis meses da Comissão Atlética do Estado da Califórnia (CSAC). Além do tempo parado, o lutador também terá que pagar uma multa de 50 mil dólares (cerca de R$ 245 mil).
No centro da polêmica está a última luta de Usman no Bellator 300, realizada em outubro, em San Diego. O russo, invicto em 18 lutas, enfrentou Brent Primus, conquistando a vitória por decisão unânime. No entanto, a alegria da vitória durou pouco, pois o resultado foi anulado (‘No Contest’) devido ao teste positivo para uma substância proibida, conforme revelado pelo site ‘MMA Fighting’.
Que substância foi essa, afinal?
O diretor executivo da comissão, Andy Foster, esclareceu que a substância em questão foi encontrada no organismo do lutador devido a um medicamento prescrito por um profissional de saúde para fins terapêuticos. Foster, no entanto, optou por não divulgar o nome da substância.
Ali Abdelaziz, o agente de Usman, fez em comunicado ao “MMA Fighting”, afirmou que a substância flagrada no corpo do atleta não era um anabolizante e reforçou que se tratava de remédio administrado sob prescrição médica para “uma doença que [Usman] teve”.
“Não é um esteroide anabolizante, EPO, GH, etc. Nenhum ganho [de performance]. Ele vai fazer uma revanche contra Primus e retornar ao torneio”, declarou o empresário de atletas.

Usman mantém o cinturão
Apesar da punição, Nurmagomedov não perdeu seu cinturão dos leves. Foster destacou que o lutador russo se inscreveu no Programa Antidoping Voluntário (Vada), evidenciando sua disposição em participar de práticas antidoping transparentes.
O episódio levanta questionamentos sobre o futuro de Usman Nurmagomedov no cenário do MMA, com a ameaça de sua presença na final do GP do peso-leve do Bellator. Enquanto isso, fãs e especialistas aguardam as próximas etapas dessa história, que pode influenciar não apenas a carreira do campeão, mas também a reputação da família Nurmagomedov nas artes marciais mistas.
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Mateus Taz sempre sonhou em ser jogador, mas descobriu no Jornalismo Desportivo seu grande dom. Tem 40 anos, pai de família e já correu na Maratona São Silvestre. Estudou produção cultural na Universidade Federal da Bahia e colabora em um projeto de Letramento para crianças carentes da periferia de Salvador. É fã do Bahia, mas gosta mesmo é de acompanhar os jogos das Ligas Internacionais. Erling Haaland, o Terminator, é seu ídolo.
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