No ano que vem, acontece mais uma edição da copa do mundo de basquete. Desta vez, o torneio terá sediada de forma conjunta por três países: Japão, Filipinas e Indonésia. O torneio já tem data marcada: de 25 de agosto a 10 de setembro.
O processo de qualificação para o torneio já está acontecendo, e muitas seleções, inclusive o Brasil, estão buscando uma vaga na competição. A última participação brasileira no torneio, em 2019, não foi boa e a equipe terminou a competição na 13ª colocação.
Mas, para quem acha que o basquete nacional sempre foi coadjuvante no torneio mundial, há um histórico de conquistas e títulos, que inclusive poderão ser celebrados em larga escala no ano que vem.
O Brasil já foi campeão mundial de basquete em duas oportunidades: em 1959 e 1963. Portanto, a segunda conquista nacional estará completando aniversário de 60 anos. Então, nada mais justo do que celebrar aquele título tão importante.
A competição de 1963 foi sediada no Brasil, mais especificamente no Rio de Janeiro. Por isso, a seleção avançou direto para a fase final. A fase de grupos foi composta por 3 chaves, com seleções como EUA, Iugoslávia, União Soviética, entre outras potências.
Após a fase de grupos, sete seleções, incluindo o Brasil, avançaram para a fase final: Itália, Iugoslávia, União Soviética, EUA, França e Porto Rico. Todas as equipes jogaram umas contra as outras.
O Brasil venceu todos os confrontos, inclusive os EUA, no dia 25 de maio de 1963, por 85 a 81. Todos os confrontos foram disputados no estádio do Maracanãzinho, ginásio conhecido por receber competições de modalidades olímpicas.
“Conseguimos introduzir um basquetebol moderno, de velocidade e jump-shot, que ninguém fazia, arremessar saltando era marca registrada dos nossos jogadores. Os Estados Unidos contaram com dois jogadores que posteriormente foram incluídos entre os 50 melhores jogadores da NBA até hoje: Willis Reed, pivô do New York Knicks por 15 anos, e Lucius Jackson, outro pivô, do Milwaukee Bucks. Eles já estavam com quatro faltas, um deles. Então, arquitetamos uma jogada especial, exatamente pro Ubiratan receber a bola em um lugar pra sofrer falta do Reed ou do Jackson, quando este pivô saiu melhorou para nós a continuidade do jogo, que estava muito parelho”, explicou Amaury à TV Globo sobre o duelo com os americanos.
Foi uma conquista histórica para o Brasil, que entrou no radar das seleções mundiais após mais um título. Dois jogadores brasileiros integraram a seleção do campeonato: Amaury Passos e Wlamir Marques.
“Nós jogávamos estrategicamente. Nossa estratégia era de velocidade e contra-ataque. Muita disposição defensiva e rebote forte com Ubiratan. Essa desvantagem física que nós tínhamos, nós vencíamos pela velocidade. Nosso contra-ataque era imitado no mundo inteiro “, disse Wlamir na mesma entrevista.
As doces lembranças da conquista tembém jamais sairão da memória de Wlamir.
“Guardo para mim como a maior emoção que eu tive na minha vida jogando basquete. Quando o jogo acabou, houve invasão de quadra e todo mundo desesperado, querendo alguma coisa da gente. Eu não esqueço, isso aí eu não vou esquecer”, finalizou Wlamir.
Aposta nas melhores casas de apostas do dia 24 de Junho 2026

Henrique Neves é antropólogo por formação, mas esportista por natureza. Apaixonado por vôlei, aprendeu a jogar ainda pequeno. Escreve sobre esportes e ama praticar esportes radicais. É formado em Comunicação pela PUC-Rio. Fã de Vinicius Jr, torce pelo Flamengo.
SBC Summit 2025 terá presença de Ernest Bowes, editor do Esporte e Mídia
“Golaço-aço!!” A trajetória e o legado de Luciano do Valle no esporte brasileiro
Loterj sob pressão: STF corta as asas das apostas fora do Rio
As 10 contratações mais caras da história do Chelsea





