Em entrevista ao UOL, o comentarista Casagrande afirmou que é muito mais “completo” trabalhar em uma transmissão direto do estádio.
“Eu estou no estádio fazendo uma partida, estou vendo o campo inteiro. Se o time está atacando com muita gente e poucos defensores, eu posso falar: “esse time está atacando, mas se o adversário roubar a bola, eles estão desprotegidos”. Se estou no estúdio, eu vou ver só o ataque do time. No campo, eu falo e mostro que atrás está vazio, e o narrador continua a narração. É muito mais completo, profundo, tem mais propriedade”, declarou.
“No estúdio eu estou comentando igual o cara sentado no sofá. Ele só está vendo aquela imagem na TV e eu também. Não posso acrescentar nada para ele. Eu gosto de fazer jogo no estádio para acrescentar. É muito mais completa, profunda, prazerosa, porque você pode colocar tudo que você sabe e entende em pratica. No estúdio eu sinto que não estou conseguindo acrescentar nada. Fica aquele comentário trivial”, ressaltou.
“Teve uma certa acomodação das emissoras com essa facilidade de economizar nos estúdios durante a pandemia. Acho que isso é um erro. As TVs precisam dar qualidade para o publico. As emissoras precisam mostrar e dar o melhor para o publico, que é a equipe estar no estádio. Isso sim é dar qualidade de transmissão, dar gosto de fazer e deixar a pessoa que está assistindo satisfeita”, completou Casão.
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Henrique Neves é antropólogo por formação, mas esportista por natureza. Apaixonado por vôlei, aprendeu a jogar ainda pequeno. Escreve sobre esportes e ama praticar esportes radicais. É formado em Comunicação pela PUC-Rio. Fã de Vinicius Jr, torce pelo Flamengo.
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