A Globo foi condenada a pagar mais de R$ 1 milhão em um processo movido pela jornalista Carina Pereira, ex-apresentadora do Globo Esporte, da Globo Minas. A informação foi publicada pelo NaTelinha.
O juiz Marcel Luiz Campos Rodrigues entendeu que a ex-funcionária foi vítima de comportamento discriminatório em razão do gênero, praticado pelo respectivo superior hierárquico dela na época e decidiu que a emissora deveria responder pelo ocorrido.
“É evidente que em um ambiente marcado pelo sexismo, a postura corporativa da Reclamada que, segundo ela, adota “não apenas (…) políticas de prevenção e repressão à prática de atos discriminatórios, mas, também, a promoção de políticas de valorização, inserção e representatividade da mulher no ambiente de trabalho” (fl. 274), possuindo, inclusive, um “Comitê Diversidade do Esporte”, é necessária e elogiável, dada a importância do próprio Grupo Globo, em razão de seu porte e capilaridade social”, diz trecho do processo.
“Contudo, a missão não será cumprida se, à revelia de sua audiência, nos bastidores, estúdios, redações e reportagens, a Reclamada não assegurar, de fato, a suas empregadas e a seus empregados, a proteção contra atos ofensivos e discriminatórios, que violam valores tão prestigiados em seus manuais de “compliance” e políticas de promoção da diversidade, como apontado na defesa”, disse o juiz.
“Por último, a importância de se criar e manter uma área de “compliance”, com competência para apuração de comportamentos ofensivos, ilegais, é reduzida ao mínimo quando se nega a sindicabilidade judicial a respeito do procedimento interno adotado”, pontuou.
O juiz julgou precedentes, em parte, os pedidos deduzidos na reclamação trabalhista proposta pela jornalista, condenando a Globo a pagar um valor arbitrado de R$ 1 milhão, além de R$ 20 mil por honorários advocatícios. Segundo Aguilar, por esse ser um valor arbitrado, a quantia ainda pode aumentar. A decisão cabe recurso.
André Froes de Aguilar, advogado de Carina, disse que a justiça foi feita. “Quando a mulher é tratada como um objeto e com conotação sexista, como se observou no presente processo, o Poder Judiciário deve atuar, de maneira contundente a se evitar que o mesmo padrão seja repetido, até porque a violência não é praticada apenas em relação à reclamante, mas em relação a toda e qualquer profissional do sexo feminino. Portanto, justiça foi feita”, comemorou.
Sexismo não foi o único motivo que fez Carina Pereira processar a Globo. A ex-apresentadora do Globo Esporte, da Globo Minas, também reclamava acúmulo de funções, horas extras, adicional noturno, feriados, abono e participação nos lucros.
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Henrique Neves é antropólogo por formação, mas esportista por natureza. Apaixonado por vôlei, aprendeu a jogar ainda pequeno. Escreve sobre esportes e ama praticar esportes radicais. É formado em Comunicação pela PUC-Rio. Fã de Vinicius Jr, torce pelo Flamengo.
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Tá, mas.. qual é a acusação exatamente? Qual o fato que levou a jornalista a entrar com a ação?
Ficou faltando essa informação na matéria.
Falaram, falaram e não nos disseram coisa alguma. Perco meu tempo tentando desvendar alguma possível mensagem por trás das manchetes, muito chamativas, por sinal.