Coluna do Professor #376, por Albio Melchioretto (E que comecem os jogos)

O tempo é de pandemia. Cada morte tem um resultado e um impacto. O esporte, neste tempo, caminha por uma linha muito tênue entre o aceitável e o não-aceitável. Não é possível julgar todas as competições da mesma forma. Algumas, como a Copa América, Eurocopa, não tiveram razão de se fazer. Os jogos olímpicos estão noutro patamar. Os jogos ultrapassam a barreira do esporte a apresentam um contexto social e político. Enquanto o Brasil ultrapassa os 546 mil mortos, Japão tem uma contagem de mortes inferior a 16 mil. A cerimônia de abertura deixou claro o peso político e reflexivo do evento. O olhar para a diversidade e os jogos como uma necessidade do ecossistema que se encontra inserido. Para pensar os jogos, a coluna, nesta semana apresenta uma síntese da história dos direitos de transmissão para a televisão brasileira, a partir dos registros da própria coluna e dos apontamentos do portal Surto Olímpico.

A história da transmissão divide-se em dois blocos, o primeiro trata do tempo do vídeo-tape. Um tempo, onde as emissoras brasileiras recebiam o conteúdo audiovisual em fitas, com um delay de dias em relação ao evento e transmitiam jornalisticamente os jogos.
Roma-1960: TV Continental Rio de Janeiro.
Tóquio-1964: TV Rio, TV Tupi e TV Record.
México-1968: TV Tupi.

O segundo bloco, vem a era do “ao vivo”, onde encontramos,
Munique-1972: Rede Globo
Montreal-1976: Rede Globo, TV Cultura, Rede Tupi (pacote principal); TV Record e Bandeirantes (futebol, abertura e boletins jornalísticos)
Moscou-1980: Rede Globo e TV Cultura
Los Angeles-1984: Rede Globo; Rede Manchete; Bandeirantes e Record/SBT (pool)
Seul-1988: Rede Globo; Rede Manchete; Bandeirantes e SBT.
Barcelona-1992: Rede Globo; Rede Manchete; Bandeirantes; SBT e TopSport (atual Sportv)
Atlanta-1996: Rede Globo; Rede Manchete; Bandeirantes; Record; SBT; ESPN Brasil e Sportv.
Sidney-2000: Rede Globo; Bandeirantes; SBT (mostrou apenas boletins jornalísticos); ESPN Brasil e Sportv.
Atenas-2004: Rede Globo; Bandeirantes; Bandsports; ESPN Brasil e Sportv (4 canais).
Pequim-2008: Rede Globo; Bandeirantes; Portal Terra; Bandsports; ESPN Brasil e Sportv (5 canais).
Londres-2012: Primeira em alta definição. Rede Record; Record News; R7.com; Portal Terra; Bandsports; ESPN Brasil e Sportv (4 canais).
Rio de Janeiro-2016: Rede Globo, GE.com, Bandeirantes, Rede Record; Record News; Fox Sports, Bandsports, ESPN Brasil e Sportv (16 canais)
Tóquio-2021: Rede Globo; Globoplay, Bandsports; Sportv (4 canais, 43 sinais online através dos players das operadoras ou do serviço Canais Globo).

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