ATÉ QUE PONTO A RECORD RIO VALERÁ A PENA PARA O CARIOCA?
O grupo Globo (TV Globo, boa parte da rede, SporTV e Premiere) pagaria mais de R$ 100 milhões para o Carioca. Apenas o contrato da TV aberta, segundo o divulgado em vários veículos, R$ 11 milhões, por ora, apenas alguns estados verão o carioca. TV paga apenas pay-per-view (a negociar com algumas operadoras). Os clubes negociarão via streaming. Existe a esperança de arrecadar mais com a venda do PPV. Mas vale a pena? A exposição da marca ficará restrita. Tudo isso nasce, porque um clube bateu o pé e quis mais dinheiro. Mas, será que a vontade de um prevalece sobre os demais? Os pequenos sofrerão com menor exposição de mídia, por conta da cobertura restrita da RecordTV, sem canais esportivos da TV paga e com uma venda de PPV que de longe, mas de longe mesmo não atingirá os números do Premiere e as operadoras que ele já está presente. Sem exposição, haverá maior dificuldade, a curto prazo de atrair patrocinadores, e a longo prazo, de estabelecer uma ligação afetiva com novos torcedores. Não estou a defender o modelo globo, mas se o monopólio é ruim, fazer futebol sem a “grande parceira” é um negócio de muitos e muitos riscos. Além de tudo, parece que o futebol carioca ainda não entendeu o seu real tamanho no futebol brasileiro, urge superar os delírios de grandeza.
| >ATÉ QUE PONTO A RECORD RIO VALERÁ A PENA PARA O CARIOCA?
O grupo Globo (TV Globo, boa parte da rede, SporTV e Premiere) pagaria mais de R$ 100 milhões para o Carioca. Apenas o contrato da TV aberta, segundo o divulgado em vários veículos, R$ 11 milhões, por ora, apenas alguns estados verão o carioca. TV paga apenas pay-per-view (a negociar com algumas operadoras). Os clubes negociarão via streaming. Existe a esperança de arrecadar mais com a venda do PPV. Mas vale a pena? A exposição da marca ficará restrita. Tudo isso nasce, porque um clube bateu o pé e quis mais dinheiro. Mas, será que a vontade de um prevalece sobre os demais? Os pequenos sofrerão com menor exposição de mídia, por conta da cobertura restrita da RecordTV, sem canais esportivos da TV paga e com uma venda de PPV que de longe, mas de longe mesmo não atingirá os números do Premiere e as operadoras que ele já está presente. Sem exposição, haverá maior dificuldade, a curto prazo de atrair patrocinadores, e a longo prazo, de estabelecer uma ligação afetiva com novos torcedores. Não estou a defender o modelo globo, mas se o monopólio é ruim, fazer futebol sem a “grande parceira” é um negócio de muitos e muitos riscos. Além de tudo, parece que o futebol carioca ainda não entendeu o seu real tamanho no futebol brasileiro, urge superar os delírios de grandeza.
QUEM QUER SE GRANDE VERDADE.. Na contramão dos delírios de alguns cartolas brasileiros, há dois movimentos internacionais interessantes. Há um discurso e estudos em andamento da fusão de duas ligas. Um movimento está na Europa, Holanda e Bélgica, estudam fundir as duas competições nacionais e na mesma lógica, na América Norte, MLS e Liga MX pensam num mesmo movimento. A MLS já conta com equipes canadenses. Na defesa da fusão, o argumento de produto forte com maior valor midiático é ótimo argumento. Não é questão de elitização da competição, mas valorização do produto em todas as escalas, seja no reconhecimento mundial, seja na valorização das pequenas equipes. TESTAMOS O SPORT FLICK A coluna testou ao longo da semana o OTT Sport Flick, em Android TV. O serviço de streaming conta com Cricket, lutas e futebol. Parte dos serviços são vendidos em PPV, todo menu em português. No futebol a Liga Primeira, da Nicarágua, está free e é o “carro-chefe”. Narração em inglês. Se houver algum leitor aficionado pelo futebol nicaraguense, os jogos também são mostrados na língua mater no YouTube. Pelos testes, a Sport Flick apresentou vários travamentos, e no YouTube, uma transmissão lisa o tempo inteiro. Ambos testados em uma conexão de 100 Mpbs/fibra. Aposta nas melhores casas de apostas do dia 24 de Junho 2026![]() Henrique Neves é antropólogo por formação, mas esportista por natureza. Apaixonado por vôlei, aprendeu a jogar ainda pequeno. Escreve sobre esportes e ama praticar esportes radicais. É formado em Comunicação pela PUC-Rio. Fã de Vinicius Jr, torce pelo Flamengo. |


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