A Globo reexibiu na manhã deste domingo (3), dentro do ‘Esporte Espetacular’, o GP do Japão de Fórmula 1 de 1988 que deu o primeiro título da categoria a Ayrton Senna. Participante do pré e pós-corrida, Galvão Bueno se emocionou.
“O coração ficou muito feliz. A alma ficou muito leve, os olhos ficaram cheios de lágrimas. Não tem como não se emocionar com aqueles momentos. A entrevista depois da corrida mostra o que era o Ayrton Senna. A determinação dele, a forma com que ele buscava as vitórias, a forma que ele se dedicava àquela que era a grande paixão da vida dele. Mas essa corrida tinha um significado especial. Não é apenas uma vitória, um título mundial que surge, A gente já sabia naquele instante que ele começava a escrever sua própria lenda. Ele passava a condição de simples ídolo e começava a ganhar a condição de heróis das nossas madrugadas e manhãs de domingo – disse o narrador.
“Foi uma coisa espetacular, realmente. O Senna começou na F1 em 1984, correndo na Toleman. Em 1985, primeiro ano de Lotus, ele já ganhou a primeira corrida em Portugal, e viria a ganhar outra e, em 88, era o primeiro ano dele de McLaren, dividindo com o Prost. Eles venceram todas as corridas do ano menos uma. E foi uma corrida inesquecível por isso, pela expectativa, pelo momento. Ele estava em uma equipe que daria a ele um carro para ser campeão do mundo”, completou.
Galvão ainda falou da diferença na transmissão para os dias de hoje. “E naquela época era diferente. Não tinha todo o instrumental que existe, com todas as informações de computador, informações de tempo imediatas… Era tudo no olho. E completando a primeira volta, os carros passavam na nossa cabine, imagina um carro passar a 300 km/h embaixo da sua janela, e eu olhei e disse: “passou em 19º”. Depois, vendo com calma, em câmera lenta, vimos que não era. Mas ele também não sabia. E aí na entrevista, ele olhou para mim, eu disse meio sem voz: “décimo nono”. Aí ele falou: “completei a primeira volta em 19º”. Conversa, tinha sido 16º”, finalizou.
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Henrique Neves é antropólogo por formação, mas esportista por natureza. Apaixonado por vôlei, aprendeu a jogar ainda pequeno. Escreve sobre esportes e ama praticar esportes radicais. É formado em Comunicação pela PUC-Rio. Fã de Vinicius Jr, torce pelo Flamengo.
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