Mercado de direitos de transmissão deve recuar no Brasil, diz executivo

Henrique Neves

Atualizado :

A crise econômica provocada pela pandemia do Covid-19 deve gerar um desaquecimento no mercado de direitos de transmissão no Brasil nos próximos anos, principalmente no que diz respeito à compra de direitos de transmissão internacional. A previsão foi feita por Evandro Figueira, vice-presidente da IMG Media no Brasil, em entrevista ao “Os Maquinistas”, o podcast do site Máquina do Esporte.

O motivo para isso, entre outras coisas, é o efeito da pandemia no valor do dólar e na economia do país, afetando diretamente o bolso dos compradores de direitos. Para o executivo, não é possível dizer quais os reflexos da pandemia no mercado global de direitos esportivos, mas dentro do Brasil o comportamento é mais previsível.

“Cada mercado se comporta de uma forma e terá seu ajuste no momento necessário. As moedas recorrentes usadas em negociações são o dólar e o euro. Para quem vive nessas realidades, tudo segue mais ou menos igual. Mas num mercado como o do Brasil, que tem uma volatilidade grande, e que tem uma variedade cambial também grande, o impacto é maior. O meu cliente, que antes tinha 1 milhão de reais para comprar um direito, com o dólar a cinco reais e não a quatro, tem 25% a menos. Isso obviamente vai impactar o mercado brasileiro”, disse Evandro.

Nos próximos meses, alguns dos principais campeonatos de futebol passariam por um processo de negociação de direitos no país. Bundesliga e LaLiga, por exemplo, vencem os seus acordos de transmissão ao término da atual temporada. As negociações desses direitos estariam acontecendo atualmente, com previsão de término até o mês de agosto, mas, com os torneios paralisados, esses negócios foram suspensos.

Evandro Figueira, porém, acredita que o mercado de mídia vai crescer assim que o esporte retomar suas atividades, principalmente pelo fato de as ligas já estarem enxergando um horizonte de curto e médio prazo em que os eventos esportivos serão feitos apenas para transmissão, sem a presença de público nos estádios.

“A gente só vai ter uma tranquilidade maior de ir a um evento a partir do momento que existir uma vacina para o coronavírus. Quando você volta a jogar, a maior parte da receita (de direitos de transmissão e patrocínio) vai voltar para o esporte. Então, haverá um crescimento muito grande do esporte na TV”, disse.





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