O processo aberto pelo Fortaleza contra a Turner pode se transformar em uma reformulação completa na forma de venda de direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. Chamado para analisar se a Turner havia ferido a Lei 12.529/11 ao pagar menos para o Fortaleza em relação a Athletico/PR, Bahia, Ceará, Internacional, Palmeiras e Santos pelos direitos do certame, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu agora se debruçar para analisar a forma como são negociados os direitos.
“O Cade tem interesse em analisar negociações individuais e se o correto não seria a coletiva. Há uma possibilidade de discutir, e a situação pode mudar”, afirmou Eduardo Carlezzo, advogado do Fortaleza, ao Blog do Rodrigo Mattos, no UOL Esporte.
A decisão pode mudar radicalmente a forma como os direitos de transmissão são negociados no país há praticamente uma década, quando a implosão do Clube dos 13 levou as equipes a encerrarem o acordo de venda coletiva e optarem por adotar o modelo individual. O movimento brasileiro ocorreu no mesmo período em que as principais ligas da Europa decidiram acabar com qualquer negociação individual de direitos, após a União Europeia determinar que esse modelo era o mais prejudicial para o equilíbrio financeiro entre os clubes de um mesmo país.
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Henrique Neves é antropólogo por formação, mas esportista por natureza. Apaixonado por vôlei, aprendeu a jogar ainda pequeno. Escreve sobre esportes e ama praticar esportes radicais. É formado em Comunicação pela PUC-Rio. Fã de Vinicius Jr, torce pelo Flamengo.
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