A mudança na pesquisa com assinantes e a redução do valor arrecadado no pay-per-view têm gerado debates entre clubes e a Globo, segundo o blog do Rodrigo Mattos, no UOL Esporte, em razão dos fatores terem impacto na distribuição de mais de meio bilhão de reais entre os times.
Este ano houve uma alteração na metodologia de pesquisa do pay-per-view que passou a incluir cidades do interior em alguns Estados. Além disso, houve queda no valor arrecadado com assinantes e alguns clubes abriram mão da garantia mínima a que tinham direito em troca de aval da Globo para empréstimos.
O pay-per-view previa uma distribuição de R$ 650 milhões como mínimo para os clubes. Caso a arrecadação fosse maior do que o previsto, os clubes ficariam com 38% do total. Todavia, a estimativa é que a fatia dos clubes fique em R$ 550 milhões. Com isso, houve alteração na metodologia da sua distribuição com a inclusão de cidades do interior. Clubes com alta penetração pelo país tiveram aumentos em seus percentuais, como Flamengo e Vasco.
Em compensação, clubes como o Bahia e o Atlético/MG se sentiram prejudicados pela nova divisão e questionaram a Globo sobre a metodologia da pesquisa. O clube baiano pediu informações detalhadas sobre quais cidades do interior foram incluídas e qual os resultados dos outros times. A emissora já fez esclarecimentos. Já a diretoria do Galo está conversando com a emissora para entender as mudanças.
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Henrique Neves é antropólogo por formação, mas esportista por natureza. Apaixonado por vôlei, aprendeu a jogar ainda pequeno. Escreve sobre esportes e ama praticar esportes radicais. É formado em Comunicação pela PUC-Rio. Fã de Vinicius Jr, torce pelo Flamengo.
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