O PARADOXO DO MONOPÓLIO E DA NÃO VISIBILIDADE
Uma colega professora, vitrinista e designer de moda, perguntou esta semana, em sua “história” no Instagram, o que as pessoais entendiam como imprescindível numa vitrina. As respostas foram variadas. Entre elas, criatividade; despertar interesse; produtos para público-alvo; cuidado com detalhes e outras respostas dentro desta mesma lógica. Todas as respostas visavam uma ideia, que vitrine é um lugar para exposição, então, elementos que atraiam o público a prestar atenção nos detalhes.
Nas primeiras rodadas da Champions escrevi sobre o tema da coluna de hoje. Muitos leitores discordaram na caixa de comentário. O passar do tempo reforça minha “tese”, mesmo com os índices históricos que a TNT conseguiu com o jogo do Real Madrid x Ajar, já em Porto x Roma, a história é a mais do mesmo. As pessoas, no dia a dia, não falam mais da Champions, falam de um time ou outro. É um assunto apenas da mídia especializada e do aficionado pelo esporte. Os lugares que frequento no dia a dia, ouço falar dos estaduais, da Libertadores, da abstinência do brasileirão, da Premier League, de Messi, já a Champions, são raros os momentos. O público comum do futebol desconhece os rumos da competição. A UEFA ao vender para o grupo Turner/Facebook abriu mão de uma vitrine grande, bem-feita, para apostar numa de tamanho menor.
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| Albio Melchioretto albio.melchioretto@gmail.com @professoralbio |
O público, a grosso modo, desconhece os detalhes de uma grade de programação. O sucesso de público e audiência da Rede Globo passa, necessariamente, por uma grade de poucas alterações. O público já internalizou a grade de programação. Além disto, há outro elemento substancial. O aficionado do esporte, vai zapear pelos canais esportivos, ele representa um nicho de mercado. Agora, buscar futebol num canal de filmes (ou tênis num canal de séries, como mencionei na coluna passada) passa longe do habitual do fã. É como procurar meias numa vitrine de camisarias.
A TV aberta, mesmo em queda de audiência, ela registra ótimos números. Os jogos do Corinthians da RedeTV! chegou ao aumentar entre 10 a 12 vezes a audiência habitual. Rende 50% a menos que este jogo poderia render na Globo. Porém, o efeito é tão forte, que o canal, nas penalidades do último jogo do Timão, chegou por uma dezena de minutos a liderar a audiência na Grande São Paulo. Uma vitrine e tanto… há de se considerar o apelo da audiência, o horário e a propaganda.
Então, o que falta para Champions, apesar de resultados significativos na TNT/Facebook conseguir resultados ainda melhores?
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Henrique Neves é antropólogo por formação, mas esportista por natureza. Apaixonado por vôlei, aprendeu a jogar ainda pequeno. Escreve sobre esportes e ama praticar esportes radicais. É formado em Comunicação pela PUC-Rio. Fã de Vinicius Jr, torce pelo Flamengo.

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