2019: PERSPECTIVAS DA TELEVISÃO BRASILEIRA
Esperei um mês para pensar perspectivas da televisão brasileira. Não o fiz antes, porque minha intenção é propor uma leitura de fatos e não um exercício de futurologia apenas. Final de ano é sempre um tempo oportuno de adivinhações, mas quis fugir desta lógica. Nesta coluna quero transitar apenas pela televisão aberta. Interessante pensar que será um ano sem grandes marcações, como Copa do Mundo, Olimpíada ou Eleições, nada disso…
A Rede Globo já mudou a grade matinal, promete alterar a vespertina e conversas sobre um “novo” Globo Esporte são recorrentes, um que atinja a nova audiência. Futebol nas quartas, com menor janela. Em junho haverá a Copa América, única aberta a mostrar. Na concorrência direta pela audiência, a RecordTV já planeja e fala do Pan Lima-19, mas os dois canais do grupo somente mostrarão a competição em si, com maior ênfase ao canal News, sem criar hábito no torcedor, será difícil registrar audiências significativas, pois não mostra mais nada, lamentável. O SBT, de poucas movimentações, mas de muitas mudanças na grade, e agora fora das parabólicas com recepção digital, mostra apenas a Copa Nordeste para a região, seria muito bacana contar com algo em nível nacional, mas isto parece um sonho. A Band, via Flávio Ricco, ficamos sabendo de intenções no esporte, mas adquirir para esconder na madrugada, não é lucro. O programa Terceiro Tempo voltou com força e a direção da casa promete menos brincadeiras no Jogo Aberto e Donos da Bola, se sérios, são ótimas possibilidades, mas você acredita na seriedade como uma possibilidade? Por outros, a RedeTV! firme e forte no Inglês, e TV Gazeta no Vôlei e RedeVida com a parceria com a Federação Paulista.
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| Albio Melchioretto albio.melchioretto@gmail.com @professoralbio |
É pouco. Você não acha? A televisão aberta é limitada no esporte. Mostra-se pouco, futebol não é rotina na televisão, cada vez menos jogos são vistos. Temos um distanciamento do grande público. Este movimento, a longo prazo, pode ser maléfico para formação de torcida. Se o futebol está escasso, que dirá dos outros esportes. E aqui vai a minha crítica aos últimos governos. Ao invés de cortar incentivos, poder-se-ia gerar espaços para promover o esporte na televisão brasileira. Não só o futebol. Por ora, ainda a Globo é o canal com maior espaço para o esporte, mas o que poderíamos ter a mais e melhor?
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Henrique Neves é antropólogo por formação, mas esportista por natureza. Apaixonado por vôlei, aprendeu a jogar ainda pequeno. Escreve sobre esportes e ama praticar esportes radicais. É formado em Comunicação pela PUC-Rio. Fã de Vinicius Jr, torce pelo Flamengo.

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