Empresa suspende contrato de transmissão do Campeonato Brasileiro no exterior

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A BR Foot Mídia, que venceu concorrência para comercializar direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro para o exterior, não pagou parcela de R$ 100 milhões devida a clubes em 1º de dezembro, notificou extrajudicialmente a CBF e suspendeu o contrato, assinado em outubro deste ano. A informação foi publicada pelo UOL Esporte, por Pedro Ivo Almeida e Pedro Lopes.

A empresa acusa a CBF de vender como exclusivos direitos já cedidos à Globo, quebrar o contrato ao negociar diretamente com parceiros e não cumprir a promessa de incluir no acordo os 20 clubes que disputarão a Série A em 2019.

Por contrato, a confederação não participa da vende de direitos, que cabe a Globo. A emissora carioca, por sua vez, tem o direito de vender no exterior o pacote em língua portuguesa. À BR Foot, cabe o direito de venda em línguas estrangeiras.

A BR Foot firmou em outubro contrato com a CBF para comercialização internacional de direitos de transmissão e publicidade estática (placas nos estádios) do Campeonato Brasileiro no exterior entre 2019 e 2022, em um acordo de R$ 550 milhões – era previsto para o começo deste mês um pagamento de R$ 100 milhões, a ser dividido entre os clubes, que não foi realizado. A proposta inicial previa a adesão dos 20 clubes que disputaram a Série A em 2018, mas Athlético/PR e Flamengo não chegaram a um acordo e ficaram de fora do negócio.

Menos de dois meses após a assinatura, a relação se deteriorou. No dia 24 de novembro, a BR Foot notificou a CBF com uma série de questionamentos: a Globo estaria negociando pacotes pay-per-view no exterior, violando, na visão dos vencedores da recente licitação, a cláusula de exclusividade no acordo entre BR Foot e CBF. Além disso, a empresa cobrava a adesão ao acordo por parte das equipes promovidas da Série B à Série A em 2019, e questionava a confederação sobre o vazamento de informações do processo de concorrência à Folha de S. Paulo.

A CBF respondeu de forma sucinta no dia 28. Em carta assinada pelo secretário-geral da confederação, Walter Feldman, se negou a exibir os contratos entre Globo, entidade e clubes, alegando cláusula de confidencialidade. Também negou ter participado de qualquer vazamento, e alertou à parceira que tomaria medidas cabíveis em caso de qualquer violação do contrato.

A BR Foot subiu o tom, comunicando a suspensão de contrato à CBF no dia seguinte. No documento enviado, a empresa chama a resposta da entidade de “pusilânime” e “pouco caso”, e faz duras críticas. “A conduta intentada pela CBF viola regras contratuais, maculando a imagem do produto, uma vez que contamina o mercado com a notícia de práticas não ortodoxas, aumentando a percepção negativa dentre possíveis anunciantes sobre as regras de governança e transparência no futebol”.



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