QUAL A LIÇÃO QUE TIRAMOS COM A ELIMINAÇÃO DO RIVER PLATE?
Uma derrota pode ser vista a partir de muitas possibilidades. Alguns, fazem mal uso dela. Passam por ela, reclamam, nada fazem, e fatalmente tornam a cair. Outros, fazem algo produtivo dela. Uma parada para análise, reflexões e propostas para novas ações. Este uso não é garantia de vitória perpétua, mas é uma caminho que evita o mesmo erro. Um exemplo de erro repetido pode ser, Internacional, Atlético/MG, Atlético Nacional e agora River Plate. Todos caíram nas semifinais do Mundial de Clubes, frente a equipes de menor ou quase nenhuma expressão no cenário internacional. E por ora, não tivemos nenhum europeu passando pelo mesmo vexame.
Mas, o que fazemos com as grandes derrotas? Após o jogo que deu vitória ao Al Ain, busquei alguns nomes de leitura e os dois maiores diários esportivos da Argentina para entender as análises dos comentaristas e a leitura de jogo. Senti-me frustrado. Percebi um olhar frágil para a derrota. Tanto o Olé, quando o Clarín buscaram soluções momentâneas e análises superficiais para a derrota. Com exceção da capa do Olé, o resto me pareceu alienado diante da mediocridade que foi a apresentação da equipe do River Plate. Aqui no Brasil, passei os olhos por diversos blogueiros no UOL Esportes, e não me surpreendeu nenhuma análise profunda, todas marginais ao jogo em si.
A minha frustração nasce pelo fato de esperar mais. Lembro dos longos editoriais, pela América do Sul, de maneira geral, pela ocasião do 7×1, apenas para ter um exemplo. Mas, nos últimos anos, a digitalização em massa de todos os produtores de análises, reflexões e editorais, tem em certo grau, deixado a análise da mídia esportiva especializada mais pobre.
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| Albio Melchioretto albio.melchioretto@gmail.com @amelchioretto |
A mostragem de um evento não pode ser apenas o jogo em si, o espetáculo, mas existe um pré-jogo, um pós-jogo e uma boa conversa sobre tudo o que está acontecendo. E o que vejo, nesta mídia, é cada vez menos especializada, principalmente a mídia do hipertexto. Oferece um produto curto, sem muita reflexão e que permanece daquilo que é raso. Um bom caminho para repetir os mesmos erros de outrora.
Até agora, visualizamos quatro eliminações em semifinais e diversas derrotas em finais. Por que o futebol que prevaleu vitorioso em mundiais até 1996, agora é motivo de piadas e chacotas? Uma resposta apressada e marginal deixa no raso, urge um mergulho nas entranhas do falido futebol sul-americano.
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Henrique Neves é antropólogo por formação, mas esportista por natureza. Apaixonado por vôlei, aprendeu a jogar ainda pequeno. Escreve sobre esportes e ama praticar esportes radicais. É formado em Comunicação pela PUC-Rio. Fã de Vinicius Jr, torce pelo Flamengo.

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