Coluna do Professor #215, por Albio Melchioretto

Henrique Neves

Atualizado :


A introdução da tecnologia no esporte, no caso o futebol, é apenas uma questão de tempo. A pergunta não seria o que, mas quando. A maior herança da Copa de 2014 está escondida em algum armário da CBF, já o legado da Copa da Rússia causa muita discussão e maior desconforto ainda. A inspiração da coluna desta semana, está na posição de dois comentaristas dos canais ESPN, o primeiro Arnaldo Ribeiro, com passagem pela mídia impressa antes dos canais, e a segunda, a estrela em ascensão, Rafael Oliveira, comentarista com passagem pelo finado Esporte Interativo.

Arnaldo Ribeiro, por diversas vezes, é um crítico assumido a presença do V.A.R. (vídeo assistant referee), um dos argumentos que bem ouvi dele foi a desumanização do jogo essencialmente humano, onde os erros do apito, fazem parte do espetáculo e alimentam as intermináveis conversas de fãs. Já o outro nome, Rafael Oliveira, no jogo de domingo, entre Eibar versus Deportivo Alaves fez um breve monólogo sobre a cultura do respeito a arbitragem vista no jogo e comparando com o Brasil, após a utilização do V.A.R. Segundo ele, aqui há uma extensiva necessidade de reclamar e impedir o jogo “jogado”. Jogadores nestas terras contestam o tempo inteiro a decisão do árbitro, mesmo com a imagem da vida como ela é. Se você leitor, achar exagero, relembre a coletiva de Renato Gaúcho após a eliminação da Libertadores. Mesmo com a imagem, contestando-a.

Albio Melchioretto
albio.melchioretto@gmail.com
@amelchioretto

As discussões sobre o tema na mídia, são de modo geral, rasas. Poder-se-ia discutir o quanto justo o V.A.R. deixa a aplicação das regras; a minimização de erros capitais que decidem placaras (lembrem da classificação da França frente a Irlanda para a Copa de 2010!). Mas há algo substancial que Rafael Oliveira apontou, a necessidade de uma cultura de respeito a arbitragem, e esta cultura nasce a partir de protocolos claros de aplicação da nova tecnologia e de conhecimento das regras por parte de todos os envolvidos. Neste caso, o recurso não geraria discussões desnecessárias e ser aplicado de modo rápido, preciso e eficaz.

Entretanto há algo que me incomoda profundamente. A ideia coercitiva que existe por detrás do V.A.R. Ele evidencia um mecanismo de vigilância e punição com base em fatos. Mas fatos são mensurados a partir de perspectivas humanas, portanto, falíveis. E ele esconde uma ideia de vigilância constante, seja no campo de futebol, seja na arquibancada, nas ruas, na escola, na vida profissional, na casa, nas redes… um estado eterno de vigilância. Vigilância, nobre eleitor, desqualifica a necessidade de educar para a vida. Se não há educação para a vida, não haverá também a cultura de respeito as autoridades, pois haverá o olhar do grande irmão, conforme descrito por Orwell, em 1984, e também não formaremos para a cultura de respeito ao árbitro. Educar para cá, se as câmeras mostram o erro e os humanos são rápidos em punir. Vigiar e punir.

Erros e acertos fazem parte da nossa história enquanto humanidade… desumanizar o futebol com o V.A.R., jamais, porém, geri-lo para o espetáculo, por que não?






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