Qual o valor dos estaduais? Cada vez que vejo a chamada dos canais Premiere esta questão se faz presente. O comercial que enaltece o passado, mostra lances decisivos dos principais clubes e termina com a frase de impacto, “Estadual é clássico, é a raiz do nosso futebol!”. De fato, há um elemento histórico na constituição dos estaduais e na dificuldade de organizar-se um campeonato nacional propriamente dito. Mas há uma clara e evidente necessidade de mudarmos de mentalidade. Os estudais estão a um passo do fracasso pleno. E a época de ouro dos estaduais ficou lá no século passado.
Digo isto a partir da leitura do Rodrigo Matos, do portal UOL, que fiz ao longo da semana. O blogueiro afirma que a Rede Globo está preocupada com o produto Campeonato Carioca. São pagos pelo grupo 120 milhões de reais, mas o retorno de público é baixo. O interesse do público também tem baixado. Os índices de audiência são cada vez menores. Os clássicos não atraem. A FERJ e o canal apontam, segundo Matos, os poucos jogos do Maracanã como um problema. Mesmo nos jogos que acontecem lá, os espaços vazios sobressaltam o olhar do público.
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| Albio Melchioretto albio.melchioretto@gmail.com @amelchioretto |
O novo Maraca não pode levar a culpa. Soma-se um torneio que nada vale, com jogos sem objetivo e fórmula confusa que muda ano após ano, evidencia-se um produto em decadência. Agora faz muito sentido a Rede Globo preocupar-se com isso. Afinal de contas ela despeja um caminhão de dinheiro em algo que pouco retorno dá. Ela paga a conta, mas ela tem o poder de impor regras e direcionamento? Ou cada qual deve ficar na sua parte? Parece-me um problema ético, mas se a televisão não intervir, os estaduais podem voltar a ser monstros que já foram. Longe da tradição raiz. Hoje, apenas um acerto nutella.
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Na última semana, a coluna tratou de automobilismo, onde teci elogios a Eduardo Vaz, escolhido da Band para narração da F-Indy. Reitero que Vaz é um grande profissional, porém, sua transmissão na primeira prova do ano estava aquém do esperando. Deixou transparecer o nervosismo e a falta de informação. Acredito que não será a regra. Para além disto a maneira como a Band/Bandsports fizeram a primeira etapa é deprimente. A única ligação com os Estados Unidos são os áudios de rádio. Falta a informação da pista e ao vivo.
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Henrique Neves é antropólogo por formação, mas esportista por natureza. Apaixonado por vôlei, aprendeu a jogar ainda pequeno. Escreve sobre esportes e ama praticar esportes radicais. É formado em Comunicação pela PUC-Rio. Fã de Vinicius Jr, torce pelo Flamengo.

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