O basquete feminino já trouxe alegrias ao esporte brasileiro como a conquista no Pan de Havana-92, aplaudidas por Fidel Castro ou o mundial de 1994. Noutro lado da moeda, os últimos anos do basquete trouxe mais decepções que alegrias. As decepções fizeram o basquete se reinventar. Ainda não de modo como poder-se-ia esperar. Mas já há passos. A reformulação das ligas nacionais trouxe um novo olhar para a competição. A Liga feminina, LBF, este ano contará com nove clubes, jogam em turno e returno entre si, o incrivelmente, oito classificam-se para a fase quartas-de-final e assim até um levantar a taça, em melhor de três jogos.
A novidade da LBF, que este ano terá transmissão em televisão aberta após um hiato de vinte anos. Dois terços da população brasileira acessam apenas via televisão aberta. O canal exibidor será a TV Gazeta. O canal já contou com esporte quando da parceria da CNT e dos canais Esporte Interativo.
Atualmente o canal mostra apenas a Corrida de São Silvestre. Neste semestre, todos os domingos, às 15 horas, mostrará um jogo ao vivo, além de transmissão do mesmo, através do site Gazeta Esportiva. Ganha o basquete com exibição, mesmo a TV Gazeta presente apenas em 10 estados brasileiros no sistema aberto, mas conta com sinal “digital” via parabólicas e poucas operadoras. A ideia de um horário fixo é interessante pela intenção de fidelidade que cria no espectador.
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| Albio Melchioretto albio.melchioretto@gmail.com @amelchioretto |
Recentemente a Liga recebeu o selo ISO 9001:2015 por enquadrar-se em normas internacionais de gestão de qualidade. Ainda vejo um problema para a liga e para a televisão. A falta de continuidade de alguns projetos e peso de camisas. Se não há perseverança de nomes, a fidelidade a marca não se cria. O atual campeão, Corinthians-Americana, não está presente nesta edição. Não há time defendendo o título, um ponto negativo. Não há exploração de marcas, se os projetos de time são efêmeros.
Outro ponto é a exposição de mídia. No último domingo, 28 de janeiro, no jogo da cidade de Blumenau, o jornal que representa a cidade não enviou equipe de reportagem a arena de jogo e recuperou falas extraídas do canal exibidor. A competição precisa da mídia local. Aqui poderíamos pensar a ação de imprensa da liga para criar estratégias de aproximação entre a marca e os veículos locais. Uma coisa depende da outra para sobreviver.
O canal SporTV deverá mostrar a competição nas fases finais, uma pena quando poderíamos estar presenteados com dois jogos por semana.
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Henrique Neves é antropólogo por formação, mas esportista por natureza. Apaixonado por vôlei, aprendeu a jogar ainda pequeno. Escreve sobre esportes e ama praticar esportes radicais. É formado em Comunicação pela PUC-Rio. Fã de Vinicius Jr, torce pelo Flamengo.

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