COLUNA #166 | Mexeram com a toda poderosa, por Albio Melchioretto

O depoimento de Alejandro Burzaco, ex-presidente da Torneos y Competencias (TyC) mexeu com algumas forças interessantes. Seu depoimento, ao longo da semana, citou braços fortes da mídia esportiva mundial. Foram citados por ele, Grupo Globo; Fox; Televisa; Media Pro; Full Play e Traffic, entre outros. Todos cachorros “bem grandes”. Diante da denúncia, os jornais da Globo, a quem nos interessa nesta coluna, exibiu longa nota sobre o fato. Como o Edu Cesar, do Papo de Bola, bem lembrou, estranha a ausência de resposta do seu ex-executivo, Marcelo Campos Pinto.

Marcelo foi um dos nomes citados por Burzaco. Homem forte das negociações esportivas. Foi ele, que liderou as negociações individuais pelo direito do Brasileirão, no caso da licitação da RedeTV! que implodiu o Clube dos Treze. Diria meu falecido vô, onde há fumaça, também há fogo. Entretanto, cautela.

Há fortes indícios, há partidos políticos se movimentando nos bastidores da justiça aqui no Brasil e até a FIFA (estão de brincadeira, né?) se posicionando diante da possibilidade de ser verdadeiro o comentário de que a Globo, grupo, pagara propina a cartolas sul-amercanos. Lembro que esta denúncia não é nova, quando explodiu, midiaticamente, o “Panama Pappers”, havia indícios de envolvimento do ex-executivo da Globo com cartolas. Nada de novo debaixo do céu.

Albio Melchioretto
albio.melchioretto@gmail.com
@amelchioretto

Junto com a Globo, entram no balaio, os últimos três presidentes da CBF. Aqui qualquer argumento de defesa, carece de mil explicações. Afinal, um não pode viajar, outro preso e um fortemente investigado.

Parece que a onda de delatores ultrapassam nossas fronteiras, entretanto, é preciso cuidado ao ler. Você leitor, como eu, podemos condenar os mandatários da CBF e apresentar resistências ao modo Globo de gerir o futebol, principalmente o brasileiro, mas, condenar sem um julgamento, xingar via mídias sociais ou exigir um babaca autoritário seja a solução do problema, no mínimo é, incoerente. A voz de um delator é apenas um marco para uma investigação profundada, se diante da ação houver, fatos, então a penalização. Condenar apenas pela voz da delação é assumir para si a parcialidade dos fatos. Cuidado e exigência de investigações e não condenações prévias.

Muitas vezes, na história presente, tem-se abraçado, ora com panelas, ora com camisas amarelas, a condenação prévia de figuras públicas. A luta acontece pela justiça em vias da verdade e não pelos gritos efêmeros de “fora Globo”. Que todas injustiças vividas neste país nos últimos anos nos sirvam com base para uma análise profunda e reflexiva. Atentos aos fatos.



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