Contrato de TV pode ser usado pela Primeira Liga para “asfixiar” estaduais; entenda

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Ao fim de reunião entre clubes das Séries A e B em um hotel em São Paulo, na última segunda-feira (11), Gilvan de Pinho Tavares, do Cruzeiro, Daniel Nepomuceno, do Atlético/MG, e Anderson Racilan, do América/MG, deixam juntos o local. Enquanto aguardam pelo táxi, um dos assuntos são os direitos de TV: eles asseguram não ter fechado com nenhuma emissora para transmitir o Campeonato Mineiro a partir de 2017.

Os outros 12 clubes confirmados na Primeira Liga no ano que vem se encontram na mesma situação. Nenhum deles conta com contrato em vigência em seus estaduais.

De acordo com o ESPN.com.br, por Marcus Alves, essa pode ser indiretamente uma arma a ser usada nas conversas que terão com as federações nas próximas semanas – em último caso, até mesmo para ‘asfixiá-las’ em caso de dificuldade ao discutir as suas fórmulas de disputa.

A entidade trabalha com a informação de que o Carioca e o Gaúchão terão 17 datas. “Eles carregam as propostas de calendários mais longos”, afirmou José Sabino, CEO da Primeira Liga, ao fim da assembleia na capital paulista.

“Nenhum clube assinou (ainda contrato de TV), mas é claro que já existem alguns com propostas interessantes, querem assinar, mas, no momento, não têm nada definido”, prosseguiu.

Questionado se esse cenário poderia ser usado como forma de pressão pelos times em caso de eventual contrariedade com o formato a ser apresentado pelas federações em conselhos técnicos para os seus campeonatos, Sabino confirmou. “Pode, sim, mais ou menos isso”, disse.

A Primeira Liga pode ter como novidade para 2017 a venda de seus direitos de televisão através de licitação. Ela prega que o modelo será mais transparente com todos os interessados e pode servir para arrecadar mais dinheiro com as diferentes plataformas (TV aberta, fechada, pay-per-view e internet).


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