Muito se fala dos campeonatos europeus e do sucesso de seus times, mas poucos são capazes de reconhecer o quanto ganham com estrangeiros entre seus panteões. Alguns comentaristas sempre afirmaram que a troca de experiência entre profissionais (técnicos, jogadores etc.) de diversas nacionalidades seria benéfica as seleções. O que nem sempre se comprovou. Temos exemplos positivos (Seleção da Espanha) e negativos (English Team).
Voto com o pessoal que acha a troca positiva. Em alguns esportes, essa mistura é urgente para possibilitar o crescimento, permitir um novo olhar sobre estilo de treinos, competições e dar ao desportista uma possibilidade de melhora que não acontecerá apenas com treinadores do seu país.
A China tem aberto o cofre por treinadores estrangeiros e tentou Bernardinho de todos os jeitos, com o objetivo de transformar seus jovens em potenciais talentos vencedores. No nosso país, o maior exemplo disso é a nossa Ginástica Artística. Durante o período que Oleg Ostapenko esteve aqui treinando nossa Seleção, as ginastas ocuparam lugares de destaques em quase todas as competições.
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| Alipio Jr. – colunista do esporteemidia.com @alipiojr |
Por acreditar que essa troca de informações é benéfica, vejo com bons olhos o anúncio do Estadão quanto ao retorno da Mesa Redonda poliglota à grade do SPORTV durante as Olimpíadas, com Mark Spitz, Nadia Comaneci, Carl Lewis, Javier Sotomayor dentre outros.
Na época da Copa do Mundo era interessante ver a discussão entre ex-jogadores de países diferentes, apesar da tradução simultânea nem sempre ser ágil e nos deixar mais perdidos que Glória Pires em noite do Oscar, durante alguns debates mais acalorados. Principalmente com as eliminações de suas seleções e a informalidade que foi aumentando com o tempo.
A promessa agora é de que uma discussão em 3 idiomas (português, inglês e espanhol) pode facilitar a vida de tradutor e espectador. Isso tornará o debate melhor, afinal teremos uma Olimpíada única e basta que o mediador saiba conduzir. Discutir a competição em si e menos as intempéries que afetam nossos atletas. E aí já não sei se Rizek seria a escolha mais interessante para o programa, contudo essa é uma discussão para outra coluna.
E você, acha que uma mesa poliglota nas Olimpíadas traz algum benefício na hora de discutir as atuações e os resultados?
Um grande abraço e até a próxima.
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Henrique Neves é antropólogo por formação, mas esportista por natureza. Apaixonado por vôlei, aprendeu a jogar ainda pequeno. Escreve sobre esportes e ama praticar esportes radicais. É formado em Comunicação pela PUC-Rio. Fã de Vinicius Jr, torce pelo Flamengo.

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