Coluna do Alipio Jr. #75: Possibilidades de mudança

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O Esporte Interativo quer o Campeonato Brasileiro e já deixou isso claro. E os clubes vão começar a ficar em polvorosa com a disputa de cifras que se avizinha. E dessa vez parece que será para valer e não o devaneio que houve anos atrás, quando a Record pensou na possibilidade de compra do Campeonato.

O futebol em diversos países nem sempre tem um único dono demonstrando poder como acontece no Brasil, com “você-sabe-quem” ditando horários, dias etc., sem se importar com clube, torcida e quem quer que seja.

A MLS (Major League Soccer) é dividida entre ESPN e NBC. O campeonato mexicano tem 18 times. A maioria assinou com a Televisa e a outra parte com a TV Azteca, apenas o Léon assinou com a Fox Sports (a emissora passa o jogo em casa do seu contratado). Na Premier League a Sky é dona de 126 jogos e a BT Sports de outros 42, na temporada. Aliás, importante frisar o nome da “Premier League” e o quadro que ilustra a coluna representa a temporada anterior e demonstra como foi feita a divisão por lá.

Alipio Jr. – colunista do esporteemidia.com
@alipiojr

O EI (Esporte Interativo) diz que usará como modelo o que acontece no campeonato inglês, com uma divisão mais igualitária e tentando impedir que dois clubes arrecadem mais que o dobro dos demais. O que seria ótimo!  A proposta de dar o mesmo valor para todos (Os tais 50%) já daria mais poder de fogo a metade inferior da tabela, por exemplo. E os demais 50% divididos em desempenho e audiência, continuará mantendo alguém ganhando mais, a partir de um parâmetro claro e não por meios obscuros como acontece hoje.

O problema maior é que os clubes brasileiros vivem de pires na mão. O Botafogo e o Vasco, por exemplo, sem dinheiro em caixa, já acenam com um possível acordo de olho no adiantamento que a Rede Globo prometeu. E Flamengo e Corinthians ganham R$170 milhões, pouco provável que achem interessante ganhar menos pelo bem do coletivo. Mais fácil o James Bond ser assassinado pelo vilão.

A ideia de rodízio na transmissão televisiva impedindo que apenas dois times sejam beneficiados e a mudança de horário são interessantes também, mas a maneira como a Champions tem sido tratada nos deixa com a pulga atrás da orelha. Transmissão on line não me agrada e pagar simultaneamente por dois pay-per-view menos ainda. No final, tudo isso conta.

Esse assunto ainda vai render bastante e a experiência demonstra que no final das contas os clubes apenas chantagearão a Rede Globo por mais dinheiro e melhores condições, pois são dependentes da exposição dela até para negociar seus patrocínios. Puxe a cadeira e assista comigo, mas antes opine e diga o que você acha.

Um grande abraço e até a próxima.





Alipio Jr.

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