Renúncia de Ricardo Teixeira é destaque na mídia brasileira

A renúncia de Ricardo Teixeira da presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) foi destaque na mídia brasileira nesta segunda-feira. Vários veículos interromperam a programação normal para comunicar a queda do cartola. A notícia também rende manchetes em portais noticiosos do País.

Durante a edição paulista do ‘Globo Esporte’, o apresentador Tiago Leifert teve que exibir os gols de São Paulo e Portuguesa depois do link com Renato Ribeiro, que estava em frente à sede entidade de futebol, localizada no centro do Rio de Janeiro. O repórter afirmou que Teixeira enviou uma carta avisando que deixava o cargo devido a problemas de saúde. Outra informação foi a de que José Maria Marin (então vice-presidente), de 79 anos, ficará na presidência da CBF até 2014.

Com programação esportiva durante o momento em que foi confirmada a saída de Teixeira, a Band repercutiu o assunto durante o ‘Jogo Aberto’ e ‘Os Donos da Bola’. Nas duas atrações, como maior espaço para discutir o tema no programa comandado por Neto, não faltaram críticas ao agora ex-presidente da CBF.

No telejornal ‘Record Notícias’, a Rede Record noticiou de imediato a saída do dirigente, com informações do apresentador Fábio Ramalho. O jornalista disse que Teixeira não resistiu às denúncias de corrupção que foram mostradas na emissora.

Emissoras de rádio também divulgaram a notícia envolvendo o comando da CBF. CBN, BandNews FM e Jovem Pan AM informaram na tarde desta segunda que Ricardo Teixeira deixa a presidência da entidade de futebol após 23 anos no poder. A carreira dele como dirigente – com CPI do futebol, suspeitas de envolvimento em esquema de propina e a criação da Copa do Brasil – foi lembrada na reportagem da CBN produzida por Leandro Lacerda. Comentarista da Bandnews FM, Sérgio Xavier Filho avaliou que a saída do cartola provocará uma “carnificina” entre os demais dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol.

“Após 23 anos: Ricardo Teixeira deixa o comando da CBF” foi o título usado pela equipe do site da revista Época, um dos primeiros veículos que confirmaram a queda, para ocupar a manchete da home. A matéria citou que o novo presidente da confederação, José Maria Marin, também assume o comando do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil.

Outro online a “manchetar” o tema, o Portal Terra publicou um perfil de Marin – lembrando que ele foi jogador profissional, político (sendo vice-governador e governador de São Paulo), além de ter “embolsado” uma medalha de campeão durante a final da última Copa de Juniores.

Com informações do Comunique-se

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Enquanto isso, diversos jornalistas esportivos se manifestaram a respeito da saída de Ricardo Teixeira da CBF.

Fernando Vanucci, ex-apresentador do “Bola na Rede” da Rede TV!, comenta que a saída de Ricardo Teixeira já estava anunciada com pedido de licença da última quinta. “Acho que não é surpresa para ninguém. Era previsível, não só pelo estado de saúde – e a gente tem que acreditar nisso até que prove o contrário -, mas pelas denúncias daqui e das que vêm de fora”. Por essa razão, Vanucci relembra que embora Ricardo Teixeira tenha deixado a entidade é preciso continuar as investigações contra ele. “O Teixeira saiu, mas as denúncias não. Tem que ser apurado e esclarecido. A imprensa tem que continuar em cima, respeitando o estado de saúde dele, claro”.

Para o apresentador da Band, Milton Neves o ex-presidente da CBF deveria ter convocado uma coletiva para anunciar sua saída. “Para renunciar ele que tinha que convocar coletiva e falar. Não tinha pedir para um subalterno anunciar para o país e para o mundo [que estava saindo]. Já que ficou 23 anos na CBF ele tinha que ter dito”. Neves acrescenta reforçando que se a atitude de Teixeira foi sair do foco para evitar as investigações, ele está enganado. “Se ele espera que saindo do noticiário a imprensa vai esquecer dele, ao contrário da política,a imprensa esportiva não vai. Claro que parcialmente ele vai sumir, mas se ele espera que com sua renúncia as autoridades arrefeçam seus ânimos, ele está enganado”.

Juca Kfouri, da Folha de S.Paulo e dos canais Espn, ressalta que “é essencial que as pessoas levem em consideração de que o problema do futebol brasileiro é estrutural e não pessoal. O que está acontecendo é uma troca de seis por meia dúzia. Mas é uma vitória da cidadania. De que a sociedade brasileira tenha contigo que, ou os clubes de futebol tomam para si o processo de mudança, ou continuarão da mesma forma”. Kfouri revela que a situação do futebol brasileiro pode mudar somente se o clubes aproveitarem este momento. “Algo só pode mudar se os clubes aproveitarem esse vácuo. Esse Marin que assumiu não tem condições de colocar uma mudança adiante. É preciso mudar o jeito de escolher o comando. Fundar a liga dos clubes, o que se fez na Europa inteira. O fundamento é esse”.

Para Paulo Vinicius Coelho, comentarista dos canais Espn e da Rádio Estadão/Espn, a renúncia de Ricardo Teixeira estava anunciada desde julho do ano passado, embora a informação só tenha vindo à tona na semana do Carnaval. O jornalista ressalta que “o último ato dele [Ricardo Teixeira] é um ato de covardia porque para o futebol brasileiro, a médio prazo, vai fazer bem, vai produzir modernidade, ruptura de alguns elos da rede de poder que ele tinha. Por outro lado, ele armou o circo e fugiu”.

Na opinião de Mauro Beting, comentarista de futebol da Rádio e TV Bandeirantes, “a ‘renovação’, com todas as aspas, será feita por alguém sem a mesma capacidade que ele, para o bem e para o mal [alusão a José Maria Marin]. É mais ou menos como a Primavera Árabe. Bom, legal, ganhamos alguma coisa com a saída dele, mas o que vem pela frente? Eu não sei, mas pela mudança, não dá para discutir muito”.

O apresentador e narrador da Sportv, Milton Leite, falou sobre as denúncias dirigidas ao dirigente esportivo. “O Ricardo Teixeira perdeu muito espaço, sobretudo pelas divergências com a presidente Dilma. Acredito que a imprensa teve papel fundamental para o isolamento político dele especialmente pelas denúncias das possíveis irregularidades na gestão da CBF. A imprensa internacional também teve papel importante, ao repercutir o que vinha sendo publicado na imprensa nacional, acabou enfraquecendo sua posição no cenário externo e gerando também uma animosidade por parte da Fifa em relação à gestão de Teixeira. De qualquer forma, acho que não muda nada porque quem fica são os mesmos, é o grupo dele. Talvez depois da Copa, com as eleições na CBF um outro grupo possa assumir e mudar alguma coisa”

Juca Kfouri também reforçou o papel da imprensa na saída de Teixeira da CBF. “A imprensa foi importante porque a publicação de várias coisas foi causando um desgaste. Foram denúncias por parte da Folha que realmente geraram muito desgaste. Mas um marco foi a matéria da Daniela Pinheiro na revista Piauí. Ali, ela revela a arrogância e os excessos de Teixeira. Mostra sua figura de todo poderoso que cai do cavalo. Eu brinco sempre com ela dizendo que eu passei anos fazendo denúncias que geraram até CPI e por causa da matéria dela ele foi exposto ao Brasil. Foi revelado ao país quem realmente ele é”.

Com informações do Portal Imprensa

ATUALIZAÇÃO (19h11): O ‘Cartão Verde’, exibido todas as terças-feiras, as 22h00, pela TV Cultura de São Paulo, terá amanhã um debate ao vivo sobre a renúncia de Ricardo Teixeira da presidência da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). O jornalista Juca Kfouri é o convidado da atração.

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